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Luságua recolhe 8,5 toneladas de redes de pesca para valorização na indústria têxtil
Iniciativa insere-se no Pacto da Bioeconomia Azul, que promove a reciclagem de resíduos marinhos em novas fibras para o setor têxtil.
23 Jun 2026 - 18:03
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A Luságua, empresa do Grupo AQUAPOR, recolheu 8,5 toneladas de redes de pesca em portos do Algarve, encaminhando-as para valorização na indústria têxtil, no âmbito da sua participação no Pacto da Bioeconomia Azul.
A intervenção insere-se numa agenda mobilizadora financiada pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), integrada num consórcio liderado pela Inovamar, que reúne 80 entidades nacionais, entre empresas, start-ups e centros de investigação, organizadas em diferentes áreas industriais.
No setor têxtil, a iniciativa foca-se no desenvolvimento de novos produtos de vestuário e calçado com incorporação de biomassa de algas e materiais resultantes de redes de pesca recolhidas.
As redes foram recolhidas nos portos de Olhão e Quarteira, sob gestão da Docapesca, e encaminhadas para processos de reciclagem e transformação em matéria-prima para novas fibras têxteis.
Segundo Cláudia Guerreiro, responsável de Inovação e CSR|ESG do Grupo AQUAPOR, a participação em projetos sustentáveis e inovadores é central na estratégia da empresa, sublinhando o objetivo de “reforçar o potencial das cadeias de valor apoiadas no conceito de economia azul e chamar a atenção para a questão preocupante dos microplásticos e a importância de protegermos a vida marinha”.
Com um investimento total elegível de 133 milhões de euros, o Pacto da Bioeconomia Azul apoiou o desenvolvimento de 52 novos produtos, processos e serviços resultantes da incorporação de recursos da bioeconomia azul em cadeias de valor existentes ou novas. O projeto visa posicionar Portugal como pioneiro num setor que se estima poder atingir 200 mil milhões de euros a nível global até 2030.
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