3 min leitura
OMM quer apostar na inteligência artificial e novas tecnologias para melhorar previsões meteorológicas
Na 80º reunião do Conselho Executivo da OMM, a organização alertou para os impactos da falta de financiamento da ONU para as previsões meteorológicas, num contexto marcado pela chegada do El Niño. Falta de fundos afeta também a inovação tecnológica.
23 Jun 2026 - 11:39
3 min leitura
Foto: OMM
- Projeto que utiliza vasos biodegradáveis para educação ambiental vence concurso Douriis
- Luságua recolhe 8,5 toneladas de redes de pesca para valorização na indústria têxtil
- Sessões da LightSource BP sobre central solar Sophia preocupam ambientalistas
- Governo transpõe diretiva europeia para apoiar renováveis e investimento no setor elétrico
- Vendas de veículos elétricos em Portugal aumentam 9,8% até maio e superam média da UE
- Grupo chinês de energias renováveis prepara maior IPO do país em quatro anos
Foto: OMM
O Conselho Executivo da Organização Meteorológica Mundial (OMM) iniciou a sua reunião anual nesta terça-feira, com foco no reforço das capacidades de previsão meteorológica e climática da agência através da inteligência artificial, da supercomputação e de novas tecnologias de observação.
Na abertura do 80º encontro do Conselho Executivo, em Genebra, os responsáveis da agência defenderam que estes avanços serão essenciais para responder à crescente procura de serviços relacionados com o tempo, o clima e os recursos hídricos a curto e longo prazo.
“A procura pelo que a OMM fornece e pelo que os Serviços Meteorológicos e Hidrológicos Nacionais de cada país produzem está a aumentar. Cada fenómeno extremo torna isso mais evidente”, afirmou Celeste Saulo, secretária-geral da OMM, na sessão de abertura.
A edição do encontro deste ano, que irá decorrer até 26 de junho, é ainda marcada pelo rápido desenvolvimento de um fenómeno climático El Niño, “que poderá intensificar fenómenos meteorológicos extremos, incluindo calor intenso, secas severas e episódios de precipitação perigosa em muitas regiões do mundo”, de acordo com a organização.
Outro dos principais temas da agenda é o impacto das limitações financeiras na capacidade de resposta da agência. A OMM sublinha que o défice de financiamento representa “um risco direto para a sustentabilidade das suas ambições estratégicas”, incluindo iniciativas como os sistemas de alerta precoce e a investigação na área da hidrologia.
“A OMM, tal como todo o sistema das Nações Unidas, enfrenta uma crise financeira sem precedentes que ameaça diretamente a nossa sustentabilidade a longo prazo e as nossas ambições estratégicas”, afirma o presidente da organização, Abdulla Al Mandous.
De acordo com Celeste Saulo, as consequências estruturais destes constrangimentos causam atrasos no investimento na inovação e têm efeitos duradouros. “Quando adiamos capacidades em inteligência artificial, não poupamos dinheiro de forma neutra: ampliamos lacunas que demoram uma década a fechar”, refere a secretária-geral.
Além disso, a responsável alerta que a redução da coordenação científica global enfraquece o sistema internacional de observação e previsão. “Quando reduzimos a coordenação científica, estamos a danificar o tecido de ligação de um sistema global que só funciona precisamente porque é global”, afirma.
Neste sentido, o presidente da OMM, Abdulla Al Mandous, destaca ainda a importância de investir no WMO Commons, um mecanismo comum de financiamento destinado a sustentar e modernizar a rede partilhada de informação meteorológica, climática e hidrológica.
Abdulla Al Mandous sublinha a necessidade de promover “um ecossistema mais robusto das ciências da Terra”, que envolva a cooperação entre setores público, privado e academia. Segundo o presidente da OMM, esta articulação é essencial para reforçar as observações, os dados, a capacidade de previsão e os serviços meteorológicos e climáticos.
- Projeto que utiliza vasos biodegradáveis para educação ambiental vence concurso Douriis
- Luságua recolhe 8,5 toneladas de redes de pesca para valorização na indústria têxtil
- Sessões da LightSource BP sobre central solar Sophia preocupam ambientalistas
- Governo transpõe diretiva europeia para apoiar renováveis e investimento no setor elétrico
- Vendas de veículos elétricos em Portugal aumentam 9,8% até maio e superam média da UE
- Grupo chinês de energias renováveis prepara maior IPO do país em quatro anos