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Reino Unido apresenta ferramentas para mitigar riscos das pressões ambientais nas comunidades
O governo britânico apresentou na Semana do Clima de Londres duas ferramentas para identificar as zonas em que as pressões ambientais sobrepõem desafios sociais e de saúde. Além disso, uma nova parceria quer usar IA para prever fenómenos climáticos.
22 Jun 2026 - 17:30
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O Reino Unido apresentou, nesta segunda-feira, duas novas ferramentas analíticas para identificar as zonas onde as pressões ambientais afetam mais as comunidades, na Semana do Clima de Londres.
As novas ferramentas pretendem fornecer mecanismos para identificar onde as pressões ambientais se sobrepõem a desafios socioeconómicos e de saúde, a organizações em toda a Inglaterra, segundo comunicado do governo britânico.
Um dos mecanismos, o Índice de Privação Ambiental Múltipla (IMED na sigla em inglês) mapeia as pressões ambientais cumulativas, incluindo riscos climáticos, qualidade do ar, risco de inundações, ruído e acesso a espaços verdes.
Já o Índice de Equidade Ambiental (EEI na sigla inglesa) baseia-se nas informações fornecidas pelo IMED e incorpora novos indicadores socioeconómicos e de saúde para revelar onde estas pressões se cruzam e se acumulam.
Usadas em conjunto, as ferramentas devem ajudar a identificar áreas que enfrentam os maiores encargos combinados, permitindo ao governo perceber que zonas necessitam de respostas mais direcionadas e integradas para resiliência.
“As ferramentas fornecem uma base de evidência consistente e transparente, concebida para ser utilizada por uma vasta gama de organizações que podem depois direcionar recursos, reforçar decisões de planeamento e adotar abordagens mais integradas para desafios ambientais, socioeconómicos e de saúde”, afirma o governo em comunicado.
Os governadores britânicos pretendem direcionar medidas como a criação de espaços verdes urbanos, reabilitação energética de habitações, ferramentas de resistência ao calor e respostas de saúde pública para as áreas identificadas como mais desfavorecidas.
“Estas ferramentas fornecem, pela primeira vez, uma imagem clara das pressões ambientais em toda a Inglaterra, para que possamos direcionar os nossos recursos para onde são mais necessários, nas comunidades que servimos”, afirma John Leyland, diretor executivo de Ambiente e Negócios da Agência do Ambiente do Reino Unido.
Recurso à IA para antecipar eventos extremos
Ainda no âmbito da Semana do Clima de Londres, o governo britânico apresentou uma parceria entre o Ministério dos Negócios Estrangeiros e o Met Office, serviço nacional de meteorologia do Reino Unido, para ajudar a melhorar a preparação global para choques climáticos.
Através de inteligência artificial, o objetivo da iniciativa é conseguir prever e antecipar fenómenos meteorológicos severos e extremos, “garantido segurança climática a governos de todo o mundo”, com especial atenção aos países mais expostos a estes eventos climáticos.
De acordo com comunicado, a parceria ajudará os serviços meteorológicos de diferentes países a “prever melhor, resistir e recuperar de eventos meteorológicos extremos”, uma vez que permitirá reduzir os danos, proteger meios de subsistência e reforçar a resiliência económica.
“Quando os países são devastados por fenómenos meteorológicos extremos, os efeitos podem ser sentidos em todo o mundo, seja através do impacto no comércio global, da perturbação das cadeias de abastecimento ou do aumento dos preços dos alimentos e da energia”, afirma Yvette Cooper, ministra dos Negócios Estrangeiros.
O governo salienta ainda a importância destes mecanismos, especialmente com a previsão de um fenómeno El Niño de intensidade potencialmente recorde que poderá trazer condições meteorológicas extremas a regiões do Sudeste Asiático e de África nos próximos meses.
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