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China: luta global pela descarbonização não estagna devido à ausência de países individuais
O ministro chinês do Ambiente, Huang Runqiu, descreve a transição mundial para uma economia de baixo carbono como “irreversível”.
22 Jun 2026 - 16:11
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A saída de alguns países dos esforços internacionais de combate às alterações climáticas não comprometerá o avanço da cooperação global nesta área, defendeu nesta segunda-feira o ministro do Ambiente da China, Huang Runqiu, durante um encontro entre vários governos. A reunião decorre numa altura em que os países se preparam para a próxima conferência climática das Nações Unidas sem a participação dos Estados Unidos.
Segundo a agência Reuters, Huang defendeu que a ausência de um ou outro país não será suficiente para travar o processo multilateral nem para atrasar a transição para uma economia de baixo carbono, que classificou como um percurso “irreversível”.
Recorde-se que, em janeiro, o Presidente norte-americano, Donald Trump, formalizou a retirada dos EUA do Acordo de Paris, o principal compromisso internacional de combate às alterações climáticas. Apesar dessa decisão, nenhum outro país anunciou até agora a intenção de abandonar o tratado.
O ministro chinês frisou também que a atual guerra no irão e a forte perturbação que provocou no abastecimento mundial de petróleo e gás reforçou os argumentos a favor da transição ecológica. “A crise energética desencadeada pela guerra no Irão levou todas as partes a reconhecer ainda mais que o desenvolvimento verde e de baixo carbono, orientado pela resposta às alterações climáticas, contribui para conciliar a transição energética com a segurança energética”, afirmou Huang, numa reunião dedicada à cooperação em matéria de alterações climáticas, coorganizada pela China, pela União Europeia e pelo Canadá.
De salientar que a China é o maior emissor mundial de dióxido de carbono (CO₂) e também consumidor de carvão. Porém, lidera também o desenvolvimento de energias renováveis e as vendas de veículos elétricos, ultrapassando largamente qualquer outra economia em ambas as áreas.
Por outro lado, os EUA, sob domínio de Donald Trump, estão em contraciclo no que toca a políticas ambientais, vendo serem aprovadas decisões que valorizam o investimento na economia fóssil em detrimento da economia verde. Porém, em paralelo, empresas dos EUA continuam a captar investimento para tecnologias verdes e diversos projetos continuam o seu trajeto, como é o caso do maior projeto de energia renovável do país que entrou recentemente em funcionamento.
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