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Maior projeto de energia renovável dos EUA entra em funcionamento após 18 anos de preparação
O SunZia é composto por um parque eólico com 3.650 MW de capacidade e por uma linha de transporte de eletricidade com cerca de 885 quilómetros. O projeto consegue fornecer eletricidade a um milhão de habitações por ano.
19 Jun 2026 - 09:19
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Foto: Pattern Energy
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Foto: Pattern Energy
A Pattern Energy anunciou que o SunZia, o maior projeto de infraestruturas de energia renovável da história dos EUA, está totalmente operacional. O projeto é composto por um parque eólico com uma capacidade aproximada de 3.650 megawatts (MW) e por uma linha de transporte de eletricidade em corrente contínua de alta tensão (HVDC, na sigla inglesa) com cerca de 885 quilómetros, que transporta energia produzida no Novo México até ao Arizona e aos clientes de toda a rede elétrica do oeste dos Estados Unidos. Em plena capacidade, consegue fornecer eletricidade suficiente para abastecer aproximadamente um milhão de habitações por ano.
“A entrada em funcionamento total do SunZia representa um marco que levou mais de 18 anos a concretizar e pelo qual tenho lutado desde que fui eleito para o Congresso”, afirmou o senador norte-americano Martin Heinrich, do Novo México. “Ao longo de mais de década e meia ultrapassámos inúmeros obstáculos, porque sabíamos o que este projeto poderia significar para o futuro energético dos Estados Unidos e para o papel de liderança do Novo México. Hoje, o nosso estado acolhe um dos maiores projetos de infraestruturas energéticas de todo o Hemisfério Ocidental”, acrescentou num comunicado divulgado pela empresa nesta quinta-feira.
Por sua vez, Hunter Armistead, CEO da Pattern Energy, sublinhou que “o SunZia prova que ainda somos capazes de construir as infraestruturas estratégicas de que este país necessita”, destacando uma “a determinação de concluir um projeto que muitos consideravam demasiado grande e complexo para ser concretizado”.
A empresa explica que o SunZia responde ao rápido crescimento da procura de eletricidade através de uma nova infraestrutura de transporte de energia entre regiões. “O projeto ajuda a resolver um dos principais desafios do setor energético: não basta aumentar a produção de eletricidade; é igualmente necessário construir as redes que permitam transportar essa energia até aos consumidores”, salienta na nota.
No centro dessa solução encontra-se o sistema de transmissão em corrente contínua de alta tensão (HVDC) do SunZia, concebido para transportar grandes quantidades de eletricidade de forma eficiente ao longo de longas distâncias. Com grandes estações conversoras em cada extremidade da linha, que convertem a eletricidade para transporte e posteriormente para utilização na rede, o SunZia representa um dos primeiros grandes sistemas HVDC construídos nos EUA numa geração, “constituindo uma infraestrutura avançada que poderá definir a forma como o país transportará eletricidade em grande escala no futuro”, segundo a empresa.
A construção do SunZia teve início em setembro de 2023 e, no pico das obras, sustentou mais de 2.000 postos de trabalho qualificados. O projeto criará ainda mais de 100 empregos permanentes nas operações desenvolvidas no Novo México e no Arizona.
Ao longo dos primeiros 30 anos de funcionamento, o empreendimento deverá investir mais de 17,4 mil milhões de euros (cerca de 20 mil milhões de dólares) nas comunidades do Novo México e do Arizona, incluindo aproximadamente 1,13 mil milhões de euros (1,3 mil milhões de dólares) em pagamentos diretos destinados a governos locais, escolas, condados e proprietários privados.
“As grandes infraestruturas de transporte de eletricidade são essenciais para responder às crescentes necessidades energéticas do oeste dos Estados Unidos e reforçar a fiabilidade da rede elétrica”, afirmou Elliot Mainzer, presidente e diretor-executivo (CEO) do California Independent System Operator (ISO). “Projetos desta dimensão permitem fornecer energia de forma fiável às zonas onde a procura está a aumentar, facilitam a circulação de eletricidade entre estados e contribuem para um sistema elétrico mais resiliente, flexível e acessível”, conclui.
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