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China quer ser líder global na transição climática enquanto EUA continuam em negação
Em Davos, vice-primeiro-ministro apelou aos países a colaborarem com Pequim na criação de “um futuro verde e próspero”. Salientou que “a China irá prosseguir o desenvolvimento verde e partilhar com o mundo as oportunidades”.
22 Jan 2026 - 10:54
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Vice-primeiro-ministro da República Popular da China, He Lifeng, em Davos | Foto: Fórum Económico Mundial/Boris Bal
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Vice-primeiro-ministro da República Popular da China, He Lifeng, em Davos | Foto: Fórum Económico Mundial/Boris Bal
O contraste entre a China e os Estados Unidos em matéria de liderança na transição climática tornou-se evidente nesta semana, no Fórum Económico Mundial (FEM), em Davos. Em oposição à habitual negação do presidente Donald Trump às alterações climáticas, Pequim apelou a todas as nações para colaborarem na construção conjunta de “um futuro verde e próspero”.
No seu discurso durante a reunião anual na Suíça o vice-primeiro-ministro da República Popular da China, He Lifeng, declarou que “a China irá prosseguir o desenvolvimento verde e partilhar com o mundo as oportunidades decorrentes da transição verde e de baixo carbono”. Na visão de Pequim, o caminho de inovação do país beneficia também o resto do mundo, convidando empresas externas a aprofundar a sua cooperação com o país asiático.
He Lifeng relembrou, nesta terça-feira, o anúncio feito pelo presidente chinês, Xi Jinping, na passada Cimeira das Partes da ONU (COP30), de divulgação das contribuições nacionalmente determinadas de Pequim para 2035. “Esta é a primeira vez que a China apresenta uma redução absoluta das emissões, o que é uma prova da firme determinação e do máximo esforço da China”, realçou o vice-primeiro-ministro.
O porta-voz de Pequim enalteceu que o seu país implementou o maior sistema de energia renovável do mundo, bem como “a cadeia industrial de energia nova mais completa”. Nesse sentido, deixou a promessa: “iremos controlar tanto a quantidade total como a intensidade das emissões de carbono em todos os setores e esforçar-nos-emos por atingir o pico de carbono antes de 2030 e a neutralidade carbónica antes de 2060”.
“A China irá trabalhar com todas as outras partes para implementar de forma plena e eficaz a UNFCCC e o Acordo de Paris, defender o processo multilateral sobre as alterações climáticas e promover ativamente o desenvolvimento verde e de baixo carbono a nível global”, reforçou ainda Lifeng.
A UNFCCC é a Convenção-Quadro das Nações Unidas para as Alterações Climáticas, da qual Donald Trump anunciou a retirada dos EUA no início de janeiro. Este tratado é o pilar dos acordos climáticos internacionais e foi ratificado no Senado norte-americano em 1992 com voto unânime. A saída destes fóruns representa uma rutura com décadas do compromisso com a governação climática global, ainda que com algumas interrupções. Ao abandonar esta estrutura, a administração remove qualquer base formal para envolvimento futuro.
Na altura do anúncio do presidente dos EUA, o governador da Califórnia, o democrata Gavin Newsom, acusava Trump de render a liderança norte-americana no palco mundial e de criar um vazio que a China já está a explorar, numa entrevista ao San Francisco Chronicle. As ambições reforçadas em Davos mostram que Pequim está a consolidar-se como líder global na transição verde, enquanto Washington se retira da cooperação climática.
Ainda no seu discurso no FEM, He Lifeng proclamou que “a China trabalhará com todas as partes para promover parcerias mais estreitas para o desenvolvimento verde, resolver a falta de capacidade de produção verde e garantir o livre fluxo de produtos verdes de qualidade a nível global”.
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