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Investimento nas redes elétricas dispara na Europa e pode atingir 47 mil ME até 2027

Relatório da ACER revela aumento superior a 50% desde 2021 e alerta para entraves regulatórios e operacionais que podem comprometer a transição energética.

15 Abr 2026 - 15:42

3 min leitura

Foto: Pexels

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O investimento nas redes de distribuição de eletricidade na Europa está a acelerar de forma significativa, fruto da necessidade de eletrificar a economia e expandir as energias renováveis. Um relatório divulgado pela Agência de Cooperação dos Reguladores da Energia da União Europeia (ACER, na sigla inglesa) indica que o investimento anual atingiu 35,3 mil milhões de euros em 2024, um aumento de mais de 50% face aos 23,5 mil milhões registados em 2021 e poderá aproximar-se dos 47 mil milhões já em 2027.

Para responder ao crescimento da procura e integrar mais produção renovável, a ACER diz que será mesmo necessária uma expansão significativa da capacidade das redes de distribuição.

Além disso, o relatório reconhece que os operadores de redes de distribuição enfrentam novas exigências decorrentes da legislação europeia. Entre as suas funções passam a incluir-se a gestão ativa do sistema, a utilização de serviços de flexibilidade, a facilitação de mercados, a gestão de dados e o impulso à inovação. São responsabilidades que “exigem mais coordenação, novas competências e ferramentas tecnológicas”, descreve a agência.

Apesar do crescimento notado, a ACER identifica vários obstáculos que podem comprometer a eficiência dos investimentos. Um dos principais prende-se com a fragmentação do setor, com a existência de operadores de pequena dimensão a poder dificultar o planeamento das redes e a supervisão regulatória eficaz. A agência sublinha que a “dimensão importa” neste contexto de crescente complexidade técnica e operacional.

Outro problema apontado é o chamado enviesamento para o investimento em capital (CAPEX), ainda presente em vários países. A ACER defende uma abordagem mais ampla, que inclua alternativas como serviços de flexibilidade, e não apenas a expansão física da rede.

O relatório critica ainda os “limites rígidos à despesa” que podem atrasar investimentos “essenciais à transição energética” e alerta para a falta de transparência no planeamento e utilização das redes. Recomenda, por isso, que os operadores divulguem previsões de custos a médio prazo e melhorem a monitorização da utilização das infraestruturas.

No total, a ACER apresenta dez recomendações dirigidas a legisladores, reguladores e operadores. As autoridades nacionais são instadas a integrar estas orientações na definição das receitas reguladas das redes.

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