3 min leitura
Renováveis lideram subsídios industriais com China a dar quase oito vezes mais apoios às suas empresas
Segundo a OCDE, cerca de 22% dos ganhos globais de quota de mercado de empresas nas últimas duas décadas estão associados a subsídios, subindo para 60% no caso das empresas chinesas.
01 Jun 2026 - 14:27
3 min leitura
Foto: Adobe Stock/RomanR
- ISQ coopera com empresa chinesa nas áreas de hidrogénio verde, certificação e sustentabilidade
- Savannah garante que não há qualquer incumprimento da lei na atuação em Boticas
- Renováveis abastecem 73% do consumo de eletricidade nos primeiros cinco meses do ano
- UE implementa nova metodologia para cálculo de emissões no transporte
- Carris reforça frota com 15 miniautocarros elétricos
- Registado primeiro projeto na plataforma portuguesa do Mercado Voluntário de Carbono
Foto: Adobe Stock/RomanR
Os subsídios industriais atingiram valores máximos desde a crise financeira de 2008-2009, com destaque para o apoio a setores ligados à transição energética, nomeadamente para a produção de equipamentos de energias renováveis e painéis solares. Segundo a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), a China continua a liderar o apoio estatal às suas empresas, que recebem em média entre três a oito vezes mais subsídios do que as suas congéneres nos países da OCDE, influenciando as quotas de mercado globais.
A análise, divulgada nesta segunda-feira, conclui que os subsídios totais nos 15 principais setores industriais atingiram 1,3% das receitas das empresas, totalizando cerca de 100 mil milhões de euros em 2024. Este foi o segundo nível mais alto da história em termos relativos às receitas, apenas abaixo do pico de 2009, que resultou de uma queda nas vendas durante a crise financeira global, destaca a OCDE.
A análise acompanha 525 das maiores empresas industriais do mundo entre 2005 e 2024, incluindo subsídios governamentais, benefícios fiscais e financiamento abaixo do valor de mercado concedido a empresas em várias regiões e setores.
Segundo s OCDE, cerca de 22% dos ganhos globais de quota de mercado de empresas que expandiram nas últimas duas décadas podem ser associados aos subsídios que receberam, subindo para 60% no caso das empresas chinesas.
No entanto, embora os subsídios tenham aumentado a quota de mercado das empresas, não conduziram a ganhos significativos de produtividade ou rentabilidade, assinala a organização.
“Subsídios industriais grandes e persistentes podem distorcer os mercados globais, criando vantagens competitivas injustas e contribuindo para excesso de capacidade produtiva”, afirma o secretário-geral da OCDE, Mathias Cormann. “Para monitorizar e analisar como os subsídios estão a moldar os mercados globais, são essenciais dados fiáveis sobre subsídios industriais”, acrescenta.
A OCDE detalha que equipamentos de energia renovável, semicondutores e indústrias pesadas estão entre os setores mais subsidiados. Entre 2005 e 2024, a produção de painéis solares fotovoltaicos, semicondutores, alumínio, aço e construção naval recebeu os níveis mais elevados de apoio em relação às receitas das empresas.
Em média, as empresas com mais de 25% de propriedade estatal receberam muito mais apoio do que as suas concorrentes privadas, sobretudo através de subsídios diretos e empréstimos abaixo das condições de mercado. Isto deve-se, segundo a OCDE, ao facto de estas empresas estarem frequentemente presentes em indústrias pesadas, caracterizadas por maior endividamento e financiamento abaixo do mercado, bem como na China.
“A falta de transparência continua a ser um desafio central para compreender a dimensão e o alcance dos subsídios industriais”, salienta a organização. Neste sentido, a análise vai contribuir para as discussões na Reunião do Conselho Ministerial da OCDE, que começa a 3 de junho de 2026, sob o tema “Acertar as políticas industriais para mercados abertos, crescimento e prosperidade”.
- ISQ coopera com empresa chinesa nas áreas de hidrogénio verde, certificação e sustentabilidade
- Savannah garante que não há qualquer incumprimento da lei na atuação em Boticas
- Renováveis abastecem 73% do consumo de eletricidade nos primeiros cinco meses do ano
- UE implementa nova metodologia para cálculo de emissões no transporte
- Carris reforça frota com 15 miniautocarros elétricos
- Registado primeiro projeto na plataforma portuguesa do Mercado Voluntário de Carbono