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Economia mundial perde anualmente 31% do PIB por desperdício de recursos

Por cada três euros de valor criado no mundo, perde-se cerca de um euro devido à má gestão de materiais, desperdício energético, degradação prematura de ativos e desperdício alimentar. Moda e eletrodomésticos no topo das perdas.

02 Jun 2026 - 14:21

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Foto: Freepik

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A economia mundial perde anualmente 25,4 biliões de euros devido ao uso ineficiente de recursos e a práticas de economia linear, o equivalente a 31% do Produto Interno Bruto (PIB) global, segundo um relatório divulgado nesta terça-feira pela Deloitte.

De acordo com o “Circularity Gap Report 2026: The Value Gap”, por cada três euros de valor criado no mundo, cerca de um euro perde-se devido à má gestão de materiais, desperdício energético, degradação prematura de ativos e desperdício alimentar.

O estudo estima que quase metade das perdas globais de valor, cerca de 10 biliões de euros, resulta do descarte precoce de produtos e materiais que não são reutilizados nem reciclados, apontando como exemplos a ‘fast fashion’ e a obsolescência programada de eletrodomésticos.

A segunda maior fonte de perdas corresponde à energia, num total de 8,7 biliões de euros, sobretudo devido à dissipação de calor durante a combustão de combustíveis fósseis e ao isolamento inadequado de edifícios.

Segundo o relatório, cerca de 5,2 biliões de euros são ainda perdidos devido à degradação acelerada de edifícios, maquinaria e infraestruturas causada por subutilização, manutenção deficiente e obsolescência.

As perdas associadas a ineficiências na produção de bens ascendem a 904 mil milhões de euros, enquanto o desperdício alimentar representa cerca de 651 mil milhões de euros.

Citado no comunicado, o ‘partner’ da Deloitte Gonçalo Quintino defende que “o modelo económico atual leva a um enorme grau de desperdício, causando perda de recursos e de valor, assente em ciclos curtos de utilização e numa dependência intensiva de novos recursos”.

Segundo o responsável, a adoção de princípios de economia circular permitirá “reter esse valor, aumentando a eficiência, a competitividade e a resiliência das organizações”.

O relatório recomenda uma ação coordenada entre empresas, decisores políticos e financiadores para alterar a forma como o valor é medido e contabilizado, defendendo incentivos a modelos de negócio circulares e a integração dos custos ambientais e sociais nos preços de produtos e serviços.

A edição mais recente do “Circularity Gap Report” indica ainda que a taxa global de circularidade se situa em 6,9%, significando que 93,1% dos materiais utilizados na economia continuam a provir de fontes virgens.

Agência Lusa

Editado por Jornal PT Green

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