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Sistema energético europeu deverá integrar infraestruturas de eletricidade, hidrogénio e gás para ser seguro
Gas Infrastructure Europe considera que uma abordagem isolada, centrada apenas na eletricidade, pode conduzir a custos desnecessários e à instabilidade do sistema.
16 Abr 2026 - 09:23
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A Europa só conseguirá ter um sistema energético seguro, acessível e neutro em carbono com um planeamento coordenado entre as infraestruturas de eletricidade, hidrogénio e gás, avança a Gas Infrastructure Europe (GIE).
Num novo estudo, a associação que representa os interesses dos operadores e infraestruturas de gás na Europa, incluindo a portuguesa REN, destaca o papel crítico do hidrogénio na viabilização de uma transição energética eficiente em termos de custos e resiliência.
Desenvolvido em colaboração com a Forschungsstelle für Energiewirtschaft, a Consentec e a ConGas, o estudo combina modelação avançada de sistemas energéticos e infraestruturas para avaliar como diferentes vetores energéticos podem funcionar de forma mais eficaz em conjunto.
A principal conclusão sustenta que uma abordagem isolada, centrada apenas na eletricidade, pode conduzir a custos desnecessários e à instabilidade do sistema. Em contraste, uma estratégia coordenada entre múltiplos vetores energéticos melhora significativamente a eficiência global e a resiliência do sistema.
Segundo a GIE, a infraestrutura de hidrogénio surge como um facilitador da integração de setores. Nomeadamente, proporcionando flexibilidade ao sistema elétrico ao absorver excedentes de eletricidade renovável, reduzindo desperdícios (curtailment) e aliviando o congestionamento da rede.
A análise mostra que um sistema de hidrogénio mais robusto poderá reduzir a necessidade de soluções de flexibilidade do lado elétrico, como baterias, em cerca de 30% até 2050, ao mesmo tempo que reforça a estabilidade global do sistema.
O estudo destaca também o papel do hidrogénio na descarbonização de indústrias intensivas em energia, onde a eletrificação direta muitas vezes não é viável. O acesso a hidrogénio produzido de forma competitiva, apoiado por redes de transporte transfronteiriças, rotas de importação diversificadas e armazenamento em grande escala, pode ajudar a salvaguardar a competitividade industrial da Europa, evitando simultaneamente a fuga de carbono, defende a organização.
Para desbloquear estes benefícios, o estudo apela a um quadro mais robusto ao nível da União Europeia para o planeamento de infraestruturas, incluindo uma coordenação mais estreita entre operadores de sistemas, mecanismos específicos de redução de risco e procedimentos de licenciamento simplificados.
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