3 min leitura
UE prepara plano para combater eventual escassez de combustível para aviação
Cerca de 75% das importações de combustível para aviação provêm do Médio Oriente, colocando este setor como um dos mais afetados pela atual guerra.
16 Abr 2026 - 11:58
3 min leitura
Foto: Freepik
- Consulta pública do Pro-Rios arranca para restaurar mais de 1.500 quilómetros de linhas de água até 2030
- Associação da aviação pede coordenação perante risco de racionamento de combustível
- Bruxelas lança primeiras 21 medidas do Pacto para o Mediterrâneo
- BEI, FMI e Banco Mundial querem alavancar nova cadeia global de minerais críticos
- Startup norte-americana cria solução para prever incêndios florestais com inteligência artificial
- UE reduz emissões de gases com efeito de estufa em 40% desde 1990
Foto: Freepik
A União Europeia (UE) está a elaborar um plano para enfrentar uma eventual escassez de combustível de aviação antes do verão e maximizar a produção das refinarias, afirmaram responsáveis à agência Reuters.
A partir de maio, a Comissão Europeia (CE) irá introduzir um mapeamento à escala da UE da capacidade de refinação de produtos petrolíferos e medidas “para garantir que a capacidade existente é plenamente utilizada e mantida”, segundo um projeto de proposta consultado pela agência noticiosa e que deverá ser apresentado no próximo dia 22 de abril.
A UE está também a desenvolver medidas específicas para o fornecimento de combustível de aviação, embora estas ainda estejam em fase de elaboração.
As perturbações no fornecimento de petróleo e gás proveniente do Médio Oriente já levaram alguns países a implementarem medidas de racionamento. O Instituto de Estudos de Energia de Oxford (IEEO) alertou recentemente que, se a disrupção persistir, o racionamento de combustível poderá generalizar-se em solo europeu, tal como já está a acontecer na Ásia.
O IEEO refere a Eslovénia como o primeiro país da UE a introduzir o racionamento de combustível e que a CE já pediu aos Estados-membros que considerem medidas voluntárias de redução da procura com especial atenção ao setor dos transportes e também que se abstenham de adotar medidas que possam aumentar o consumo de combustível, limitar a livre circulação de produtos petrolíferos ou desincentivar a produção das refinarias na UE.
O alerta é levantado sobretudo para o combustível para a aviação. Segundo o Instituto, “alguns dos grandes grupos europeus de aviação estão a considerar planos para imobilizar aviões em caso de escassez de combustível. Em Itália, vários aeroportos já emitiram avisos sobre fornecimentos limitados de combustível”.
Recorde-se que, a 20 de março, a Agência Internacional e Energia emitiu um documento com 10 recomendações globais para aliviar pressão dos preços do petróleo. Entre elas estão a promoção do teletrabalho, recorrer à eletricidade em substituição do gás na cozinha e evitar viagens aéreas sempre que existam alternativas.
As companhias aéreas estão a preparar-se para uma possível crise de abastecimento, com a Agência Internacional de Energia a prever escassez de combustível de aviação até junho, caso a região apenas consiga substituir metade dos fornecimentos habituais do Médio Oriente, salienta a Reuters. Isto porque o aumento das importações de África e dos EUA dificilmente compensará a quebra. Além disso, muitos aeroportos não dispõem de grandes reservas.
Alguns aeroportos já alertaram para possíveis faltas dentro de três semanas, caso o Estreito de Ormuz permaneça fechado ao transporte de combustível.
- Consulta pública do Pro-Rios arranca para restaurar mais de 1.500 quilómetros de linhas de água até 2030
- Associação da aviação pede coordenação perante risco de racionamento de combustível
- Bruxelas lança primeiras 21 medidas do Pacto para o Mediterrâneo
- BEI, FMI e Banco Mundial querem alavancar nova cadeia global de minerais críticos
- Startup norte-americana cria solução para prever incêndios florestais com inteligência artificial
- UE reduz emissões de gases com efeito de estufa em 40% desde 1990