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Iberdrola arranca com primeiro projeto híbrido eólico-hidroelétrico em Portugal
Complexo do Tâmega será o primeiro sistema híbrido de produção eólica e hidroelétrica ligado à rede na Península Ibérica e representa um investimento superior a 346 milhões de euros.
14 Mai 2026 - 09:54
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Foto: Iberdrola
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Foto: Iberdrola
A Iberdrola iniciou a operação do parque eólico Tâmega Norte, localizado entre Braga e Vila Real, dando arranque ao primeiro projeto híbrido de produção eólica e hidroelétrica ligado à rede em Portugal e na Península Ibérica, segundo informa em comunicado.
O empreendimento integra o Sistema Eletroprodutor do Tâmega, combina produção renovável com armazenamento por bombagem e representa um investimento total superior a 346 milhões de euros.
O complexo é composto por dois parques (norte e sul) ligados ao grande Sistema Eletroprodutor do Tâmega, com armazenamento por bombagem. Esta combinação “permite que ambas as tecnologias se complementem, utilizando infraestruturas comuns, e sejam capazes de armazenar energia para a libertar quando o sistema assim o exigir”, explica a empresa.
A produção gerada pela central de Tâmega Norte será de aproximadamente 414 GWh por ano, enquanto na central de Tâmega Sul, em construção, será de 185 GWh. A energia será transmitida aproveitando as infraestruturas existentes do Sistema Eletroprodutor do Tâmega. A ligação é feita através do nó da Rede Elétrica Nacional (REN) em Ribeira de Pena: a Norte a partir da subestação de Daivões e a Sul a partir de Gouvães, explica a Iberdrola.
O Tâmega Norte terá uma potência de 195 MW, distribuída por 27 aerogeradores, com 7,2 MW e 172 metros de rotor, o que o torna um dos projetos ‘onshore’ com os equipamentos de maior dimensão instalados pela empresa.
Do investimento total de 346 milhões de euros, 237 milhões correspondem ao Tâmega Norte e 109 milhões ao Tâmega Sul.
A empresa destaca ainda o impacto no emprego da região, chegando a empregar entre 450 e 500 trabalhadores no pico de construção. Para o desenvolvimento dos projetos, a energética contou com a participação de empreiteiros portugueses, como a CJR, Socorpena, Conduril e Laso, e de outros europeus, incluindo a Haizea Wind, empresa basca especializada em estruturas metálicas e componentes fundidos para a indústria eólica.
Relativamente ao impacto ambiental, a empresa frisa ter respeitado os tempos de reprodução das aves autóctones e ter recorrido à tecnologia BladeLifter para o transporte de pás de dimensões consideráveis. Estavpermite inclinar a pá até a um máximo de 65 graus, facilitando a passagem por estradas estreitas sem necessidade de alargar as vias nem realizar grandes obras de engenharia civil.
Os parques eólicos do Tâmega evitarão a emissão de mais de 230 mil toneladas de CO₂ por ano, um valor equivalente à absorção anual de milhões de árvores ou às emissões anuais de cerca de 100 mil veículos.
O complexo conta com financiamento do Banco Europeu de Investimento e com a participação do Norges Bank, em parceria com a Iberdrola, que passará a deter 49% do capital assim que o complexo entrar em funcionamento.
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