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Cortiça queima para gerar energia: DIAM instala caldeira de biomassa eficiente

Projeto desenvolvido pela Energest aposta na valorização de resíduos corticeiros, como pó, terras e estilha de madeira, para garantir produção contínua e reduzir custos energéticos.

02 Abr 2026 - 13:31

2 min leitura

Foto: Energest

Foto: Energest

A indústria da cortiça está a transformar resíduos em energia e a acelerar a transição energética. A DIAM Portugal, um dos principais fabricantes mundiais de rolhas técnicas, está a instalar uma caldeira de biomassa de elevada eficiência, capaz de produzir vapor de forma contínua a partir de subprodutos do setor, como pó de cortiça, terras e estilha de madeira.

Desenvolvido pela empresa portuguesa Energest – Engenharia e Sistemas de Energia, o sistema foi desenhado para “garantir uma operação contínua e fiável, reduzindo significativamente as necessidades de manutenção”, explica a empresa em comunicado. A caldeira terá capacidade para produzir cinco toneladas de vapor por hora, operando a uma pressão de 15 bar, e foi concebida para atingir mais de 8.400 horas anuais de funcionamento.

“Este é um projeto que posiciona a cortiça no centro da inovação energética”, afirma o CEO da Energest, José Guedes, ao descrever que “a caldeira foi desenvolvida com sistemas de alimentação independentes e grelha móvel, de forma a maximizar a eficiência operacional”.

A tecnologia integra ainda um economizador (que permite recuperar o calor dos gases de combustão usados para aquecer a água de alimentação da caldeira), aumentando o rendimento global do sistema e reduzindo o consumo de biomassa.

O setor corticeiro português, um dos pilares da economia nacional, tem registado crescimento, mas enfrenta desafios na sustentabilidade energética. Segundo a Energest, um dos problemas recorrentes é “o elevado tempo de indisponibilidade das caldeiras, devido à elevada frequência de intervenções de manutenção”. A solução agora implementada procura responder a esse problema com uma combinação de robustez, flexibilidade e capacidade de adaptação à variabilidade dos combustíveis.

O projeto, cuja instalação deverá estar concluída no segundo trimestre de 2026, já está a despertar interesse noutras empresas do setor. A promessa é a de um novo padrão tecnológico, com menores custos operacionais e maior eficiência energética.

“É com orgulho que contribuímos para um projeto emblemático para o setor corticeiro. Acreditamos que esta solução será replicada noutras unidades industriais que enfrentem desafios semelhantes de valorização de resíduos”, reitera o diretor comercial da Energest, António Ribeiro.

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