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Dez dias de guerra já custaram aos europeus mais 3 mil ME em importações de combustíveis fósseis
Ursula von der Leyen alerta para a vulnerabilidade energética da União Europeia e defende manutenção da estratégia de transição para renováveis e nuclear.
11 Mar 2026 - 14:25
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Foto: PE
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A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, alertou nesta quarta-feira para o impacto económico do conflito no Médio Oriente, sublinhando que, apenas nos primeiros dez dias de guerra, os preços de gás e petróleo custaram aos contribuintes europeus mais 3 mil milhões de euros em importações de combustíveis fósseis. “Esse é o preço da nossa dependência”, referiu na sua intervenção no Parlamento Europeu, onde voltou a defender a necessidade de diversificação energética e de manter a estratégia de longo prazo da UE, centrada em renováveis e energia nuclear.
Durante o debate plenário, Von der Leyen sublinhou que a União Europeia enfrenta uma situação de vulnerabilidade devido à dependência de combustíveis fósseis importados de regiões instáveis, frisando que o aumento dos preços do gás em 50% e do petróleo em 27% já está a pressionar famílias e empresas europeias. “Independentemente das medidas que tomemos, enquanto importarmos uma parte significativa de combustíveis fósseis de regiões instáveis, seremos vulneráveis e dependentes”, referiu.
Porém, também sublinhou que a Europa está atualmente muito menos exposta às importações de combustíveis fósseis, dados os esforços de diversificação levados a cabo nos últimos anos. “Mas isto não significa que sejamos imunes a choques de preços. Os mercados de energia são globais”, advertiu.
A líder da CE voltou a defender a energia nuclear como essencial para a independência energética no espaço europeu, tal como já o havia feito nesta terça-feira na Cimeira da Energia Nuclear, em Paris, onde referiu que foi “um erro estratégico” a Europa ter abandonado a energia nuclear.
No Parlamento Europeu, declarou que agora seria um erro abandonar a estratégia de longo da UE relativa à descarbonização e até voltar a consumir combustíveis fósseis provenientes da Rússia, como é argumentado por alguns defensores. “Isso seria um erro estratégico. Tornar-nos-ia mais dependentes, mais vulneráveis e mais fracos. Portanto, devemos manter o rumo da nossa estratégia de longo prazo. Podemos ser mais pragmáticos e inteligentes na sua implementação, mas a direção é a correta”, declarou.
A presidente da Comissão Europeia afirmou que famílias e empresas enfrentam atualmente forte pressão devido aos preços da energia e que a UE precisa de agir rapidamente para reduzir as faturas. Ursula von der Leyen explicou que o preço da eletricidade resulta de quatro componentes principais, nomeadamente, o custo da energia (56%), encargos da rede (18%), impostos e taxas (15%) e custos de carbono (cerca de 11%), que variam entre Estados-membros. Adiantou que a CE está a estudar medidas para melhorar os contratos de compra de energia, recorrer a auxílios estatais e até limitar ou subsidiar o preço do gás. Bruxelas quer também tornar as redes elétricas mais eficientes para evitar desperdício de energia renovável e aponta que alguns países ainda aplicam impostos mais elevados à eletricidade do que ao gás, deixando margem para ajustes fiscais.
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