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Dois projetos de hidrogénio e amoníaco verde em Sines recebem títulos de implantação
Ambos são projetos de Potencial Interesse Nacional e representam um investimento combinado de 3.326 milhões de euros.
19 Out 2026 - 16:12
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Foto MITECO
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A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo (CCDR Alentejo) entregou Títulos Digitais de Implantação a dois projetos que se se pretendem instalar na Zona Industrial e Logística de Sines (ZILS).
Ambos os projetos são reconhecidos como projetos de Potencial Interesse Nacional (PIN) e totalizam um investimento combinado de 3.326 milhões de euros.
Segundo a CCDR Alentejo, o projeto MadoquaPower2X (MP2X prevê a instalação de uma unidade de produção de hidrogénio verde na ZILS, com capacidade instalada de 500 MW, destinada à produção de hidrogénio renovável para utilização industrial e energética.
O investimento de cerca de 2,8 mil milhões de euros “contribuirá para o reforço da independência energética, para a redução das emissões de gases com efeito de estufa e para a afirmação de Sines como polo estratégico da economia do hidrogénio”, refere a instituição liderada por Ricardo Pinheiro.
Já o projeto MADOQUA NH3 contempla a instalação de uma unidade de produção de amoníaco verde, alimentada pelo hidrogénio renovável produzido no âmbito do projeto MP2X. Com um investimento previsto de aproximadamente 526 milhões de euros, a unidade terá capacidade para produzir cerca de 438 mil toneladas anuais de amoníaco renovável, destinado à exportação e à utilização como combustível marítimo de baixo carbono.
Ricardo Pinheiro destaca a importância destes investimentos para o futuro da região, sublinhando o papel do Alentejo na concretização dos objetivos nacionais e europeus de descarbonização, inovação industrial e produção de energias limpas.
A entrega dos Títulos Digitais de Implantação constitui, assim, “mais um passo na concretização de projetos que reforçam a competitividade do território, promovem a atração de investimento e consolidam Sines como um dos principais hubs europeus da transição energética”, pode ler-se na nota divulgada pela CCDR Alentejo.
O organismo sublinha ainda que os dois projetos se encontram alinhados com a Estratégia Nacional para o Hidrogénio, o Plano Nacional Energia e Clima 2030 e os objetivos europeus de neutralidade carbónica.
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