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Economia verde já representa 3,8% da riqueza criada em Portugal
Setor ambiental assegura 4,5% do emprego e coloca o país no top 5 europeu das exportações verdes. As atividades de poupança e gestão de energia destacam-se, representando 33% do VAB do setor.
04 Mar 2026 - 09:05
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O setor dos bens e serviços ambientais, o conjunto de atividades que ajuda a reduzir poluição, conservar recursos e a fazer a transição verde, voltou a ganhar peso na economia portuguesa. De acordo com os últimos dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), esta área representou 5,8% da produção nacional, 3,8% do Valor Acrescentado Bruto (VAB), 4,5% do emprego e 4,3% das exportações em 2023.
As atividades de poupança e gestão de energia destacaram-se (33% do VAB do setor), impulsionadas pelo crescimento da construção e renovação de edifícios com necessidades quase nulas de energia (Nearly Zero Energy Buildings – NZEB). Seguiram-se as atividades de energia proveniente de fontes renováveis (17,8%) e as atividades de gestão de resíduos (10,5%).
Apesar de o ritmo de crescimento ter abrandado face a 2022, todas as variáveis mantiveram aumentos superiores a 10%.
Nesse ano, Portugal posicionou-se como o quinto Estado-membro com maior peso das exportações de bens e serviços ambientais no total nacional (8,2%). No topo da lista estão a Dinamarca (12,8%) e a Finlândia (12,2%).
Em 2023 destacaram-se as exportações ligadas ao ar e clima, com forte crescimento associado a bicicletas e autocarros elétricos, bem como os equipamentos para produção de energia eólica e fotovoltaica.

Imagem: INE
Edifícios eficientes impulsionam setor
O principal motor do crescimento foi a poupança e gestão de energia, responsável por 33% do VAB do setor. Este desempenho foi fortemente impulsionado pela construção e renovação de edifícios com necessidades quase nulas de energia (NZEB), cujo crescimento ultrapassou os 50% num só ano.
As energias renováveis surgem como a segunda atividade com maior contributo (17,8% do VAB do setor), embora tenham registado uma quebra de 13,1% em 2023, influenciadas pela descida dos preços da energia. A gestão de resíduos ocupa a terceira posição, com um peso de 10,5%.
Mais emprego no setor ambiental
O setor ambiental passou a representar 4,5% do emprego nacional, mais 0,5 pontos percentuais do que em 2022. No entanto, excluindo os edifícios NZEB, o peso no emprego desce para 2,6%, evidenciando a forte dependência da construção sustentável.
A poupança e gestão de energia concentram 44,7% do emprego do setor e foram também as atividades que mais cresceram. Seguem-se a gestão de resíduos (12,5%) e as energias renováveis (8,9%), estas últimas com uma redução de postos de trabalho em linha com a quebra do VAB.
A produtividade aparente do trabalho no setor fixou-se nos 39 mil euros por trabalhador (em equivalente a tempo completo), abaixo dos 45 mil euros da média nacional. Este diferencial explica-se pelo peso da construção NZEB, atividade mais intensiva em mão de obra. Sem este efeito, o rácio aproxima-se dos 44 mil euros.
As energias renováveis apresentam a produtividade mais elevada (77 mil euros por trabalhador), refletindo maior intensidade de capital.
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