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EDP vai continuar a apostar nos EUA e prevê potencial para eólica após 2028
Miguel Stilwell d’Andrade afirma que, mesmo com a oposição da atual administração de Donald Trump ao eólico ‘offshore’, a decisão de investimento foi tomada “já com conhecimento dos factos”.
25 Jun 2026 - 15:11
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Miguel Stilwell , CEO da EDP | Foto: Fórum Económico Mundial /Sandra Blaser
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Miguel Stilwell , CEO da EDP | Foto: Fórum Económico Mundial /Sandra Blaser
O presidente executivo da EDP assegurou nesta quinta-feira que a empresa mantém a aposta nos Estados Unidos, centrada em solar e baterias, admitindo potencial para mais eólica a partir de 2028, com uma nova administração.
Questionado sobre a estratégia da EDP Renováveis nos Estados Unidos, num contexto de oposição da atual administração de Donald Trump ao eólico ‘offshore’ — parques eólicos no mar —, Miguel Stilwell d’Andrade disse que a decisão de investimento foi tomada “já com conhecimento dos factos”.
“Nós, quando tomámos essa decisão de investir, já tínhamos conhecimento dos factos”, afirmou Miguel Stilwell d’Andrade, num encontro com jornalistas a propósito dos 50 anos da EDP.
“Isso não inclui, por exemplo, investimento no eólico offshore. Principalmente solar e baterias nos Estados Unidos”, acrescentou.
Segundo o gestor, “por agora, solar e baterias, isso continua”, por serem áreas que já eram “um grande motor de crescimento” para o grupo nos últimos anos.
Stilwell d’Andrade admitiu que, a partir de 2028, com uma nova administração, poderá haver “potencial” para mais investimento em eólica, dependendo das condições regulatórias e políticas.
No eólico ‘onshore’, em terra, o presidente executivo da EDP disse que o grupo está a ser “bastante prudente”, devido ao tema dos licenciamentos.
“Queremos ter a certeza absoluta que nós temos todos os licenciamentos necessários antes de tomar a decisão de investimento”, afirmou.
“Não queremos estar numa situação onde decidimos investir e, de repente, travam-nos o investimento por uma razão qualquer”, acrescentou.
Sobre o eólico ‘offshore’, lembrou que a EDP tinha três projetos nos Estados Unidos, tendo já recuperado capital em dois, enquanto o terceiro continua em negociação.
“Não podem ficar com o nosso dinheiro que nós pagámos no leilão e não nos deixam construir. Isso é que não parece razoável”, afirmou.
O gestor sublinhou ainda que o facto de a EDP conseguir crescer nos Estados Unidos, apesar de ter um acionista chinês, mostra que a empresa tem conseguido encontrar “os equilíbrios necessários” num contexto geopolítico mais exigente.
A EDP tem como principal acionista a China Three Gorges, com 22,20% do capital, seguindo-se a BlackRock, com 8,35%, e a Oppidum Capital, com 6,82%, segundo a estrutura acionista disponível no ‘site’ da elétrica.
Agência Lusa
Editado por Jornal PT Green
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