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ENTSO-E alerta que Europa arrisca custos elevados se atrasar investimentos na rede
A rede europeia de operadores de redes de transporte de eletricidade estima que serão necessários mais de 800 mil milhões de euros na rede de transmissão até 2050, incluindo infraestruturas transfronteiriças e redes offshore.
27 Mar 2026 - 09:41
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A Europa vai precisar de mais de 800 mil milhões de euros em investimentos na rede de transmissão até 2050, incluindo em infraestruturas transfronteiriças e redes offshore, sendo que adiar estes investimentos vai aumentar os custos e riscos a longo prazo, alerta a ENTSO-E, associação que reúne os operadores de sistemas de transmissão em toda a Europa, incluindo a portuguesa REN.
“Investimentos oportunos em infraestrutura de rede criam valor para a sociedade e permitem poupanças no futuro. Os investimentos planeados têm de ser recuperados a curto prazo, mas limitar os investimentos agora levaria a custos mais elevados no futuro e teria consequências negativas a longo prazo para a sociedade”, sublinha em comunicado.
A ENTSO‑E defende medidas como obrigações híbridas e a facilidade de securitização de operadores (OSF, na sigla em inglês) para reforçar o financiamento dos operadores de sistema de transmissão (TSO, na sigla em inglês), responsáveis por gerir e operar a rede de alta tensão. Considera também que um quadro regulatório estável e mais detalhes de implementação são fundamentais para desbloquear o investimento.
A proposta surge na sequência da Estratégia de Investimento em Energias Limpas, apresentada pela Comissão Europeia no início de março, cujo objetivo é garantir que os investimentos em redes e energia limpa aumentem, provenientes tanto de capital público como privado.
Nomeadamente, para alcançar os objetivos de transição energética e garantir energia a preços acessíveis, eficiente e limpa para todos os europeus, os níveis de investimento no setor da energia devem atingir cerca de 660 mil milhões de EUR por ano entre 2026 e 2030, aumentando para 695 mil milhões de EUR por ano entre 2031 e 2040. Trata-se de um aumento substancial em comparação com a média anual de 240 mil milhões de EUR observada entre 2011 e 2021. Estes investimentos devem incluir o lado da oferta (produção), da procura (eficiência energética) e as infraestruturas (redes).
Neste âmbito, a associação aponta ainda a necessidade de se estabelecer um quadro regulatório estável e detalhes de implementação mais claros para desbloquear o investimento.
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