Subscrever Newsletter - Mantenha-se atualizado sobre tudo o que se passa na transição verde.

Subscrever Newsletter

Mantenha-se atualizado sobre tudo o que se passa na transição verde.

Submeter

Ao subscrever aceito a Política de Privacidade

4 min leitura

EUA alargam investimento em Moçambique às terras raras

Projeto previsto para o monte Muambe, um vulcão inativo, com 780 metros de altura, situado a leste de Moatize, no centro de Moçambique.

10 Fev 2026 - 15:45

4 min leitura

Foto: Freepik

Foto: Freepik

O Governo dos Estados Unidos da América (EUA) pretende financiar o projeto de terras raras no Monte Muambe, um vulcão inativo na província de Tete, o terceiro grande investimento norte-americano em recursos naturais em Moçambique desde 2024.

Numa informação aos mercados feita pela Altona, a que a Lusa teve acesso, a empresa de exploração e desenvolvimento de recursos, focada em matérias-primas críticas em África, refere que o Governo norte-americano, através da Agência de Comércio e Desenvolvimento dos Estados Unidos (USTDA), “confirmou a sua intenção de apoiar” aquele projeto, embora sem avançar valores.

Segundo a Altona, a confirmação foi feita por Thomas Hardy, diretor-adjunto e diretor de operações da USTDA, em 08 de fevereiro, na Cidade do Cabo, África do Sul, ao intervir na reunião de alto nível sobre o apoio dos EUA a projetos de mineração Críticos na África subsaariana.

Em 2024, a mineradora Syrah anunciou a aprovação de um financiamento de 150 milhões de dólares (125,9 milhões de euros) da International Development Finance Corporation, instituição de financiamento ao desenvolvimento do Governo dos EUA, para a operação na mina moçambicana de Balama, norte do país, que produz grafite para baterias de veículos elétricos, inclusive para fábricas norte-americanas.

No ano passado foi o EximBank dos EUA, estatal e que financia as exportações norte-americanas, a aprovar um apoio de 4,7 mil milhões de dólares (3,9 mil milhões de euros) ao megaprojeto de Gás Natural Liquefeito (GNL) da TotalEnergies, também em Cabo Delgado.

“O apoio da USTDA visa ajudar a definir o caminho técnico e financeiro para o desenvolvimento de monte Muambe, com foco na produção de elementos de terras raras vitais para ímanes permanentes de alta resistência, aplicações de defesa e tecnologias de transição energética”, explica a Altona, acrescentando que “está sujeito à assinatura de um acordo de doação formal, em fase de preparação”.

Refere também que a empresa “espera receber os resultados dos ensaios da sua recente e extensa campanha de perfuração de fluorite e gálio em breve”, prevendo que estes resultados, e a estimativa de recursos minerais daí resultante, “demonstrarão” que representa um “projeto mineiro viável de interesse significativo”.

Para o diretor-executivo da Altona, Cedric Simonet, citado na mesma informação, este compromisso dos EUA é “uma poderosa validação externa da qualidade estratégica e do potencial económico” do projeto, destacando “o forte interesse de alto nível” norte-americano “no desenvolvimento de uma fonte alternativa e segura de terras raras”.

“Esta parceria é um claro endosso do nosso progresso em Moçambique, reforça o nosso objetivo comum de avançar com um projeto de crescente relevância estratégica e destaca o papel que monte Muambe pode desempenhar na construção de cadeias de abastecimento globais mais resilientes para terras raras e fluorite”, sublinhou Simonet.

A Altona anunciou em abril de 2025 ter descoberto minerais com alto teor de gálio no monte Muambe, um vulcão inativo, na província de Tete, no centro de Moçambique.

Numa informação prestada aos mercados, a Altona referia que foram encontradas concentrações de até 232 gramas de gálio por tonelada, recordando tratar-se de um “metal estratégico raro e muito procurado”, utilizado em aplicações eletrónicas e de alta tecnologia, como radares, díodos de luz ou semicondutores.

O monte Muambe é um vulcão inativo, com 780 metros de altura, situado a leste de Moatize, no centro de Moçambique, tendo um diâmetro externo de seis quilómetros e uma caldeira com cerca de 200 metros de profundidade composta por carbonatitos, ricos em fluorita azul e amarela, que por sua vez contêm gálio.

O preço do gálio ronda os 250 dólares (230 euros) por quilograma, indicou então a empresa, cotada na bolsa de Londres, recordando aumentos recentes neste valor “no contexto de uma guerra comercial entre a China e os Estados Unidos”.

Agência Lusa

Editado por Jornal PT Green

 

Subscrever Newsletter

Mantenha-se atualizado sobre tudo o que se passa na transição verde.

Ao subscrever aceito a Política de Privacidade