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EUA recuam nas regras de eficiência que incentivavam veículos elétricos
Administração Trump altera padrões de consumo para automóveis e veículos ligeiros e estima uma redução média de 1.140 euros no preço dos veículos novos. Críticos contestam.
29 Set 2026 - 09:08
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A Administração Trump finalizou nesta segunda-feira as novas regras de eficiência energética para automóveis e veículos ligeiros que reduzem as exigências impostas aos fabricantes e revertem parte da política da anterior Administração Biden destinada a acelerar a transição para veículos elétricos.
A regulamentação, designada “Freedom Means Affordable Cars” deverá, segundo comunicado do Departamento de Transportes dos EUA, permitir reduzir em 1300 dólares (cerca de 1140 euros) a aquisição de novos veículos pelos consumidores e poupar 138 mil milhões de dólares (cerca de 122 mil milhões de euros) aos norte-americanos nos próximos cinco anos.
A Administração Trump estabelece também uma relação com a segurança rodoviária, ao aforma que esta reversão vai “evitar mais de 300 mil ferimentos graves e salvar 1.900 vidas ao incentivar a compra de automóveis novos”.
A alteração surge num setor com forte peso nas emissões climáticas dos Estados Unidos. O transporte representou 28% das emissões nacionais de gases com efeito de estufa em 2022, segundo a Agência de Proteção Ambiental, sendo os veículos ligeiros responsáveis por 57% das emissões do setor dos transportes.
Os críticos desta política contestam as novas regras, argumentando que a redução das exigências de eficiência poderá, na realidade, aumentar o consumo de combustíveis e as emissões dos veículos e agravar a qualidade do ar nos EUA.
Katherine García, diretora da campanha Clean Transportation for All do Sierra Club, afirma num comunicado que a reversão surge quando “as famílias já não conseguem suportar as despesas básicas, e agora Donald Trump quer também tornar a condução mais cara”.
“Automóveis menos eficientes em termos de consumo de combustível significam mais gasolina queimada, mais dinheiro gasto nas bombas e ar mais poluído nas nossas comunidades”, afirma.
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