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Gás natural assegura perto de 25% do abastecimento energético global

Relatório da Roland Berger aponta para um mercado mais volátil, influenciado por fatores geopolíticos e pela crescente procura asiática. Ativo energético está a tornar-se um instrumento estratégico nas relações internacionais.

13 Abr 2026 - 14:25

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Foto: Unsplash

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O mercado global de gás natural está a entrar numa nova fase marcada por maior volatilidade e crescente peso geopolítico, segundo o mais recente relatório da consultora Roland Berger, que revela que esta fonte energética já assegura perto de 25% do fornecimento mundial de energia primária e gera cerca de 1,3 biliões de dólares em receitas anuais.

De acordo com o estudo “The Global Gas Game”, o setor atravessa uma transformação estrutural profunda, impulsionada por mudanças nas rotas comerciais e pela crescente importância do gás natural liquefeito (LNG). Apesar do avanço da transição energética, o gás natural deverá manter um papel central nas próximas décadas, sobretudo na produção de eletricidade, na indústria, no aquecimento e no transporte marítimo, sustentam os analistas.

“O atual relatório demonstra que o gás natural continuará a ser uma fonte de energia vital e indispensável no futuro, pelo que Espanha e Portugal devem definir claramente como pretendem posicionar-se no mercado global do gás”, sublinha Pedro Galhardas, senior partner da Roland Berger Portugal. “Num cenário cada vez mais complexo e em rápida evolução, aqueles que agirem rapidamente para aumentar a flexibilidade e integrar gases renováveis estarão em melhor posição para garantir um fornecimento sustentável de gás às indústrias dependentes do gás natural, incluindo setores de difícil descarbonização”, acrescenta.

A análise destaca a rápida evolução do setor para um modelo mais dinâmico e flexível, onde a capacidade de adaptação às condições do mercado será determinante para o sucesso de países e de empresas. Os analistas evidenciam também o gás natural como crescente instrumento estratégico nas relações internacionais, influenciando decisões políticas e estratégias de segurança energética.

A reconfiguração dos fluxos de gás, incluindo a redução das importações de gás russo por parte da Europa e o papel crescente da China como grande comprador e potencial “swing trader” de LNG, poderá aumentar a volatilidade global, destaca a consultora.

A Ásia é apontada como o principal motor da procura global de gás. Países da região, particularmente no Sul e Sudeste Asiático, deverão liderar o aumento do consumo nas próximas décadas, impulsionados pela substituição do carvão na produção de energia e pelo crescimento industrial, prevê a Roland Berger.

Defende também que o gás natural vai continuar a a ser um componente fundamental entre diferentes fontes de energia a nível mundial, pela sua competitividade económica e capacidade de complementar energias renováveis intermitentes, como a solar e a eólica.

A consultora refere que a crescente eletrificação e o desenvolvimento de energias renováveis estão a alterar padrões de procura e a aumentar a volatilidade do mercado. Nesta medida, defende que os atores que adotarem estratégias mais flexíveis estarão melhor posicionados para capturarem valor. Entre as medidas consideradas essenciais estão a redução da dependência do gás sempre que existam alternativas competitivas, o desenvolvimento de capacidades avançadas de ‘trading’ e a aposta em infraestruturas estratégicas como terminais de LNG, armazenamento e transporte.

 

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