2 min leitura
Governo britânico avança para construção dos primeiros reatores modulares do país
Contrato com a Rolls-Royce SMR lança programa de energia nuclear modular, com investimento de cerca de 3 mil milhões de euros e promessa de criação de milhares de empregos.
13 Abr 2026 - 17:01
2 min leitura
Foto: JRC
- Grupo Casais e ACR criam a CREE Iberia para impulsionar construção sustentável
- ERSE registou cerca de 60 pedidos de intervenção por falhas energéticas devido ao mau tempo
- Fatih Birol defende reavaliação da proibição da UE de novas explorações de petróleo e gás no Ártico
- Comissão Europeia adota novas metodologias de certificação para a agricultura de carbono
- ZERO defende ponte “exclusivamente ferroviária” sobre o Douro e menos estacionamento nas estações da Alta Velocidade
- Cidade do Porto passa a ter transportes gratuitos para todos os munícipes a partir de hoje
Foto: JRC
O Governo do Reino Unido assinou um contrato com a Rolls-Royce SMR, dando início formal às atividades de conceção tecnológica que permitirão implementar os primeiros Pequenos Reatores Modulares (SMR, na sigla em inglês) no Reino Unido.
Segundo informação divulgada nesta segunda-feira pelo Governo de Keir Starmer, o primeiro projeto de SMR no Reino Unido deverá gerar cerca de 3 mil postos de trabalho no pico da fase de construção, além de milhares de empregos adicionais ao longo da cadeia de fornecimento, “reforçando a segurança energética nacional e promovendo o crescimento económico sustentável das comunidades locais”.
A Rolls-Royce SMR tinha já sido escolhida como parceira tecnológica preferencial da organização estatal Great British Energy-Nuclear em junho de 2025. No âmbito da Revisão de Despesa desse ano, foram destinados 2,6 mil milhões de libras (cerca de 3 mil milhões de euros) para viabilizar o contrato e o desenvolvimento do programa nuclear.
Num contexto internacional marcado por instabilidade, nomeadamente no Médio Oriente, o executivo britânico reforça a necessidade de reduzir a dependência de combustíveis fósseis e apostar em fontes de energia produzidas internamente.
“Num momento de instabilidade global, este é um marco importante para a segurança energética da Grã-Bretanha. Estamos a apoiar uma empresa britânica para desenvolver os nossos primeiros reatores modulares pequenos — criando uma geração de bons empregos, impulsionando o crescimento e fornecendo energia limpa produzida internamente durante décadas. A nossa missão de energia limpa é o único caminho para sair da volatilidade dos combustíveis fósseis e recuperar o controlo da nossa independência energética”, assinala o secretário de Estado da Energia, Ed Miliband.
Desde o início do ano, a GBE-N já atribuiu mais de 350 milhões de libras (cerca de 406 milhões de euros) em contratos a empresas da cadeia de fornecimento, consolidando o papel do setor nuclear como motor industrial e estratégico para o país.
- Grupo Casais e ACR criam a CREE Iberia para impulsionar construção sustentável
- ERSE registou cerca de 60 pedidos de intervenção por falhas energéticas devido ao mau tempo
- Fatih Birol defende reavaliação da proibição da UE de novas explorações de petróleo e gás no Ártico
- Comissão Europeia adota novas metodologias de certificação para a agricultura de carbono
- ZERO defende ponte “exclusivamente ferroviária” sobre o Douro e menos estacionamento nas estações da Alta Velocidade
- Cidade do Porto passa a ter transportes gratuitos para todos os munícipes a partir de hoje