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HSBC cria linha de crédito de 3,4 mil milhões para expansão global de tecnologia verde chinesa
Financiamento destina-se à expansão internacional de empresas ligadas à energia limpa, veículos elétricos, centros de dados e inteligência artificial. Analistas colocam China como a ‘vencedora’ da guerra no Irão.
18 Mai 2026 - 09:06
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Foto Adobe StockMiha Creative
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O HSBC lançou uma linha de crédito de 3,4 mil milhões de euros destinada a financiar a internacionalização de empresas chinesas de tecnologias sustentáveis e de transição energética. A iniciativa do banco sedeado em Londres surge num contexto de aceleração global do investimento em energia renovável, veículos elétricos e infraestruturas digitais intensivas em consumo energético.
Segundo avança a Reuters nesta segunda-feira, a criação desta nova linha de financiamento, denominada ‘Sustainability and Transition Credit Facility’, surge no momento de crise energética decorrente da guerra no Irão, que está a impulsionar a adoção de energias renováveis, como a eólica e a solar.
Estimativas indicam que as vendas globais de veículos elétricos deverão ultrapassar os 26 milhões de unidades em 2026 e que o consumo de eletricidade dos centros de dados poderá quase duplicar até 2030.
A China é já o maior exportador mundial de tecnologia solar e de baterias. Lidera também a implementação de várias tecnologias verdes, como parte dos esforços para reduzir emissões, ao mesmo tempo que procura aumentar a sua influência e presença nos mercados internacionais.
À medida que a volatilidade provocada pelo conflito no Médio Oriente abala os mercados globais de petróleo e gás, a China poderá estar a emergir como um vencedor inesperado na corrida pela segurança energética, segundo estrategas de investimento citados pela Bloomberg.
Jacky Tang, diretor de investimentos para mercados emergentes na unidade de banca privada do Deutsche Bank, afirmou recentemente que a matriz energética diversificada da China e a rápida expansão da tecnologia limpa colocam o país numa posição vantajosa no meio desta turbulência. “A China é a vencedora nesta guerra, do ponto de vista económico e da sua matriz energética”, disse Tang numa entrevista à Bloomberg.
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