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Ingredientes reciclados são cada vez mais populares na cosmética
Inquérito mostra que 47% das pessoas baseiam-se em considerações ecológicas no momento em que compram produtos de beleza. Ingredientes podem ser reutilizados para cuidados da pele, cuidados capilares e maquilhagem.
06 Abr 2026 - 15:39
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Foto: Freepik
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Ingredientes reciclados, como óleos, esfoliantes e pós funcionais estão a ganhar popularidade entre os consumidores, à medida que cresce a procura por cosméticos sem desperdício e por alegações de sustentabilidade mais transparentes. A plataforma GlobalData conduziu um inquérito no 4º trimestre de 2025, a 22.613 pessoas em 42 países, e conclui que 47% dos participantes tomam as suas decisões de compra de produtos de beleza sempre ou frequentemente com base em considerações éticas, ecológicas ou socialmente responsáveis.
Em resposta a uma procura cada vez mais preocupada com os impactos ambientais, as marcas estão também a incorporar mais ingredientes reciclados e a transformá-los em ingredientes funcionais para cuidados da pele, cuidados capilares e maquilhagem, adianta a GlobalData.
“Os ingredientes reciclados têm impacto porque estão ligados a fluxos de resíduos identificáveis e podem ser comunicados com narrativas mais rastreáveis e mensuráveis, desde que as marcas possam sustentar as suas alegações com uma verificação robusta e um desempenho consistente do produto”, denota a analista de consumo da plataforma internacional, Katamaneni Greeshma Kasturi.
A GlobalData explica que muitos subprodutos gerados pela produção alimentar em grande escala, como cascas, caroços e sementes, contêm compostos relevantes para a cosmética, incluindo ácidos gordos, polifenóis, vitaminas e fibras.
Historicamente, grande parte deste material era depositado em aterros ou reciclado para aplicações de menor valor. Agora, a plataforma defende que “a reciclagem criativa (ou “upcycling”, no termo mais popular) pode aumentar o valor dos fluxos de produção existentes, reduzir o desperdício e apoiar uma abordagem mais circular à origem dos ingredientes”.
Os grãos de café recuperados são exemplos de matérias reformulados para funções comerciais, com alguma marcas de beleza a aplicarem-nos a esfoliantes. As sementes de frutas (como a melancia, a framboesa e a maracujá) podem também ser prensadas a frio para produzir óleos, tal como as cascas de uva e de citrinos podem ser transformadas em extratos antioxidantes.
A analista menciona, no entanto, que a expansão da reciclagem criativa vai além de contar histórias sobre ingredientes: “Requer cadeias de abastecimento eficientes e uma colaboração estreita entre fornecedores e laboratórios para refinar, estabilizar e padronizar os materiais, de modo a que tenham um desempenho consistente nas formulações”.
Também “a variabilidade nas colheitas e nas condições de processamento pode afetar a composição, a cor, o odor e o conteúdo ativo, tornando o controlo de qualidade, os testes de segurança e a gestão de especificações essenciais para uma utilização comercial fiável”, adiciona.
Greeshma Kasturi conclui que “as empresas que conseguirem garantir um fornecimento fiável de subprodutos, cumprir os requisitos de qualidade de grau cosmético e comprovar as alegações de impacto estarão mais bem posicionadas para converter a reciclagem de uma tendência numa vantagem competitiva duradoura”.
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