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Interfaces da Rede Navegante vão ter bicicletários para promover mobilidade sustentável
Transportes Metropolitanos de Lisboa vai investir 1,36 milhões de euros para instalar 57 bicicletários automatizados junto de interfaces da área metropolitana de Lisboa. A capital vai concentrar 13 bicicletários.
14 Ago 2026 - 06:23
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Foto: Magnific
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A Transportes Metropolitanos de Lisboa (TML) vai instalar bicicletários de acesso condicionado automatizado nas interfaces da Rede Navegante da área metropolitana de Lisboa, promovendo a articulação entre bicicleta e transportes públicos.
Ao todo, vão ser instalados 57 bicicletários num investimento total de 1,36 milhões de euros ao longo de três anos, segundo o caderno de encargos do procedimento ao qual o Jornal PT Green teve acesso.
A promoção de uma mobilidade mais sustentável na área metropolitana de Lisboa “passa pelo incentivo à utilização dos transportes públicos e dos modos ativos, bem como à criação de condições para o reforço das suas quotas modais em todas as deslocações. As ações de inovação e avanço tecnológico constituem uma importante ferramenta para o desenvolvimento de novas soluções de mobilidade que promovam a sustentabilidade ambiental através de uma melhor integração entre os modos e, especialmente, entre os transportes públicos e as soluções de mobilidade ativa, designadamente, mobilidade em bicicleta”, refere a TML no documento.
A criação de uma rede de bicicletários “de estacionamento seguro” é uma das medidas do Plano de Atividades e Orçamento 2026-2029 da TML.
57 bicicletários distribuídos por 51 interfaces
A rede a instalar está dividida em três tipologias consoante as características de cada local de implantação.
A maior fatia (49 unidades) corresponde à Tipologia A, bicicletários em estrutura modelar compacta, com capacidade para 12 bicicletas em duplo nível cada. Estes equipamentos vão distribuir-se por 18 concelhos da área metropolitana de Lisboa, associados sobretudo a estações ferroviárias e de metro.
Lisboa concentra o maior número, com 13 bicicletários em pontos como o Oriente, Sete Rios, Pontinha, Campo Grande, Entre Campos, Aeroporto e Santa Apolónia, sendo que estas últimas cinco interfaces recebem dois equipamentos cada.
Seguem-se Cascais e Oeiras, com cinco bicicletários cada, cobrindo estações como Cascais, Carcavelos, Estoril, São Pedro e São João do Estoril, e Oeiras, Algés, Caxias, Paço de Arcos e Santo Amaro, respetivamente.
Odivelas e Sintra recebem quatro unidades cada, nomeadamente nas estações de metro de Odivelas e do Senhor Roubado, e nas estações ferroviárias de Rio de Mouro, Monte Abraão, Mira Sintra-Meleças e Massamá-Barcarena.
Os restantes bicicletários desta tipologia ficam distribuídos por Almada, Amadora, Barreiro, Loures, Mafra, Moita, Montijo, Palmela, Seixal, Sesimbra, Setúbal, Alcochete e ainda na sede da própria AML, em Lisboa.
A Tipologia B, que abrange sete bicicletários desenhados à medida do espaço disponível, vão ser instalados nas estações do Cais do Sodré (Lisboa), Reboleira (Amadora), Portela de Sintra e Agualva-Cacém (Sintra), Alverca do Ribatejo e Póvoa de Santa Iria (Vila Franca de Xira), e Alhos Vedros (Moita).
Por fim, a Tipologia C corresponde a uma única intervenção, nomeadamente a requalificação do bicicletário já existente no Terminal Fluvial da Trafaria, em Almada.
“A melhoria da mobilidade urbana e a sustentabilidade ambiental são dois dos principais desafios nas próximas décadas para Portugal, muito em particular para os municípios da área metropolitana de Lisboa, que assumem como política prioritária a transição para um padrão de mobilidade sustentável a nível económico, social e ambiental”, refere a TML.
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