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Miguel Stilwell d’Andrade: “É um bom momento para investir nos Estados Unidos”

CEO da EDP defende que existe “aumento de procura muito grande” por energia no país, "muito levado pelo tema da inteligência artificial, do digital e de novos centros de dados a serem construídos".

30 Jan 2026 - 16:03

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Miguel Stilwell , CEO da EDP | Foto: Fórum Económico Mundial /Sandra Blaser

Miguel Stilwell , CEO da EDP | Foto: Fórum Económico Mundial /Sandra Blaser

O presidente executivo da EDP, Miguel Stilwell d’Andrade, afirmou, nesta sexta-feira, que este “é um bom momento realmente para investir nos Estados Unidos”, tendo em conta “um aumento de procura muito grande” por energia.

Stilwell, que falava 5.ª edição da Transatlantic Business Summit da AmCham, em Lisboa, referiu que a EDP está a aumentar o investimento nos EUA, sendo que esta vê “algumas dinâmicas muito positivas” no país.

“Por um lado, um aumento de procura também muito grande, muito parecido com aquilo que nós também estamos a ver aqui na Península Ibérica ou em Portugal, que é muito levado pelo tema da inteligência artificial (IA), do digital, novos centros de dados a serem construídos, e, portanto, isso está a sugar, está a criar uma pressão enorme sobre a procura”, referiu o presidente executivo (CEO) da EDP.

O responsável da empresa referiu também “não há muitas tecnologias que estejam disponíveis para fornecer essa energia”.

“Eu sou engenheiro totalmente agnóstico relativamente a tecnologias, enfim, mais ou menos, mas não tenho nada ideologicamente contra o nuclear, mas não há nenhuma central nuclear que vá ser construída nos próximos 10 anos”, disse.

Ao Jornal PT Green, a empresa já tinha comentado que “a procura por energia renovável em todos os setores e regiões dos EUA é enorme, o que representa uma extraordinária oportunidade de investimento e de crescimento”.

Relativamente ao gás, Stilwell afirmou que está a haver um grande investimento nos EUA, porém “há uma limitação na quantidade de turbinas a gás que podem ser produzidas”.

“Nós estamos a ver, neste momento muita procura por projetos, por exemplo, renováveis, incluindo, nomeadamente, solar e baterias”, anunciou o CEO.

“Porque se não, das duas, uma, se não houver energia, ou não vamos construir aqueles ‘data centers’ todos e, portanto, aquela procura não se materializa, que não é uma coisa boa, ou então os preços vão ter que subir muito para compensar e tirar alguns outros consumidores da rede, e isso também não é uma opção que ninguém quer”, acrescentou.

Os Estados Unidos suspenderam em 22 de dezembro a licença de cinco projetos de energia eólica ‘offshore’ na costa Leste do país, justificando a decisão com riscos para a segurança nacional.

Os projetos afetados são o Vineyard Wind 1, o parque eólico desenvolvido pela Iberdrola, em Massachusetts, o Revolution Wind e o Sunrise Wind, em Rhode Island, o CVOW, junto a Virgínia, e o Empire Wind 1, em Nova Iorque.

Esta decisão de Trump, que tem sido critico com as renováveis, revogou concessões atribuídas pelo ex-Presidente dos EUA Joe Biden.

 

Agência Lusa

Editado por Jornal PT Green

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