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Ministra do Ambiente e Energia “otimista” com eventual fusão de negócios da Galp e Moeve
Maria da Graça Carvalho desvaloriza, para já, o risco de uma possível transferência de controlo da única refinaria do país para mãos espanholas, destacando que o processo ainda está no início.
13 Jan 2026 - 17:00
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A ministra do Ambiente e da Energia, Maria da Graça Carvalho, diz que o Governo está a “acompanhar de muito perto” o processo da eventual fusão de negócios de refinação e processamento de petróleo, anunciada recentemente pela Galp e pela Moeve, destacando que este é um assunto que envolve também o primeiro-ministro, o ministro das Finanças e o ministro da Economia.
Num encontro com jornalistas que teve lugar nesta terça-feira, Maria da Graça Carvalho referiu que os ministros estão “otimistas” e “convencidos de que vai ser positivo” para o país, nomeadamente pela escala que esta fusão vai trazer a uma empresa nacional. “Isto dá uma massa crítica à empresa. No mundo de hoje, o tamanho conta e nesta área da energia ainda mais”, referiu.
Quanto ao risco de transferência de controlo da única refinaria do país para mãos espanholas, a ministra frisou que o processo ainda está no início, tendo as empresas um ano para negociarem as condições dessa fusão. De qualquer forma, destacou que não vê o país a perder o controlo de uma refinaria, mas sim a poder ganhar o controlo sobre mais duas, na medida em que a Moeve tem duas refinarias em Espanha, sublinhando que tudo depende das condições negociadas e ainda que é “a favor de um mercado aberto”.
O negócio terá ainda de ser aprovado pelas direções de Concorrência em Portugal, Espanha e a nível europeu, mas “se correr bem é uma empresa de grande dimensão com que ficamos em Portugal”.
O negócio entre a Galp e a Moeve prevê uma potencial integração dos seus negócios de refinação e processamento de petróleo (‘downstream’) na Península Ibérica, criando duas plataformas energéticas europeias: uma industrial e outra focada na mobilidade.
A eventual junção permitirá consolidar ativos, competências e equipas complementares em Portugal e Espanha, reforçando a escala, a eficiência operacional e a capacidade de investimento. O objetivo é apoiar a transição energética e aumentar a resiliência, fiabilidade e competitividade do sistema energético ibérico.
A fusão permitiria uma capacidade combinada de processamento de petróleo bruto de aproximadamente 700.000 barris por dia em três complexos industriais.
Até à conclusão da transação, a Moeve e a Galp continuarão a operar como empresas independentes, com total continuidade das suas operações, fornecimento e atendimento ao cliente em todas as atividades e regiões geográficas.
Entretanto, na passada quinta-feira, o PCP requereu a audição parlamentar da ministra do Ambiente e Energia e questionou o Governo sobre qual é a sua posição sobre a fusão da Galp e da Moeve. Em declarações aos jornalistas no parlamento, o deputado do PCP Alfredo Maia sublinhou que o Estado detém uma participação de 8,2% na Galp, manifestando preocupação em relação à fusão entre as duas empresas e quanto ao futuro da refinaria de Sines. “[A fusão] coloca sérias dúvidas relativamente ao futuro da refinaria de Sines, da soberania nacional em termos de abastecimento de combustíveis e do destino dos próprios trabalhadores”, afirmou o deputado na altura.
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