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A formação decorreu no centro da Cidade do Porto

O Porto foi um dos palcos escolhido pelo Novobanco para reforçar a preparação das suas equipas comerciais em torno da sustentabilidade, um tema particularmente relevante quando a transição climática, a regulação e os riscos ESG estão cada vez mais presentes na relação com as empresas. Ao longo de duas sessões, que juntaram cerca de 150 pessoas, a entidade bancária procurou dar ferramentas práticas aos colaboradores dos Centros de Empresas e Balcões do Norte e Centro, com foco nos segmentos empresariais, em particular nas PME.

Esta ação, inserida na Semana da Sustentabilidade, que decorreu de 16 a 19 de março, contou com um programa que envolveu mais de 400 colaboradores da área de empresas e negócios do Novobanco, bem como parceiros em projetos de Responsabilidade Social Empresarial. A iniciativa incluiu conferências, debates, momentos de partilha com o ecossistema empresarial e um conjunto de sessões de formação dirigidas às equipas comerciais, com o objetivo de reforçar competências internas e preparar os profissionais para apoiar os clientes empresariais na transição sustentável.

As sessões do Porto tiveram como foco principal a forma como o banco pode apoiar pequenas e médias empresas na integração de critérios ESG, no financiamento de investimentos sustentáveis e na compreensão dos riscos associados às alterações climáticas.

A iniciativa procurou, antes de mais, reforçar o alinhamento interno da instituição financeira com a sua estratégia de sustentabilidade. Como foi explicado durante a sessão, ao capacitar as equipas comerciais, “o banco pretende assegurar que os gestores que acompanham o tecido empresarial dispõem das ferramentas necessárias para enquadrar os novos desafios regulatórios, ambientais e económicos que marcam a agenda das empresas”.

Ao mesmo tempo, o programa procurou aproximar os colaboradores da estratégia global da entidade bancária. “A visão que houve para a semana teve uma componente externa, mas também interna”, foi sublinhado durante a sessão. O objetivo passou por trazer para dentro da organização uma visão mais clara do que o banco já está a fazer no domínio das finanças sustentáveis, bem como enquadrar as práticas e políticas que orientam a sua atuação.

A formação incluiu também um enquadramento mais amplo das políticas europeias de transição climática e das oportunidades económicas associadas à descarbonização. O tema da sustentabilidade, foi lembrado, não se limita às alterações climáticas, abrangendo igualmente dimensões como a biodiversidade, os riscos físicos associados a fenómenos extremos e o impacto destas transformações nos modelos de negócio.

Neste contexto, as instituições financeiras enfrentam uma crescente exigência regulatória. A integração dos riscos climáticos nos processos de crédito é hoje uma prioridade das autoridades europeias, o que implica a criação de novos procedimentos internos, recolha de informação adicional e uma análise mais detalhada dos impactos que a transição energética pode ter nos diferentes sectores da economia.

Para o banco, esta evolução representa simultaneamente um desafio e uma oportunidade. A estratégia passa por alinhar progressivamente o portefólio de financiamento com a trajetória de descarbonização da economia. “Se de facto vai haver uma redução de 55% das emissões, queremos que o portfólio dos nossos clientes seja pelo menos equivalente à média da própria economia”, foi explicado durante a sessão, sublinhando que o objetivo é evitar a exposição a ativos que possam tornar-se mais arriscados no futuro.

Neste processo, o financiamento sustentável assume um papel central. A entidade bancária tem vindo a desenvolver diferentes soluções para apoiar investimentos alinhados com critérios ESG, desde linhas de crédito específicas a produtos financeiros concebidos para incentivar práticas sustentáveis ao longo das cadeias de valor.

Entre as soluções apresentadas nas sessões do Porto estão linhas protocoladas de financiamento verde, operações de leasing sustentável e instrumentos que permitem apoiar emissões de dívida verde por parte das empresas. “Temos linhas de crédito que podemos enquadrar como financiamento sustentável”, foi explicado, acrescentando que o banco dispõe também de capacidade para apoiar clientes em emissões verdes ou sustentáveis quando recorrem aos mercados.

Outra das soluções apresentadas passa por produtos financeiros que incentivam boas práticas ESG nas cadeias de fornecimento. Um exemplo é um modelo de confirming que permite diferenciar as condições de pagamento em função do desempenho ambiental, social e de governação dos fornecedores, como foi explicado durante a sessão.

Para a instituição financeira, o desenvolvimento destas soluções está diretamente ligado à evolução da procura por parte das empresas. Os investimentos verdes representam já uma parcela relevante da produção de financiamento e refletem a crescente necessidade das organizações de adaptar os seus modelos de negócio às exigências ambientais e regulatórias.

Ao mesmo tempo, o banco tem vindo a reforçar a sua rede de parceiros especializados, permitindo apoiar clientes em processos mais complexos, como a criação de frameworks de sustentabilidade, certificações ambientais ou avaliações independentes associadas a projetos de investimento.

No Porto, a formação procurou traduzir estes conceitos em ferramentas práticas para o dia-a-dia das equipas comerciais. O objetivo é que os gestores possam integrar os temas ESG no diálogo com as empresas com a mesma naturalidade com que analisam outras dimensões do risco ou do financiamento.

A mensagem central da iniciativa foi que a transição sustentável está a redefinir o papel das instituições financeiras e exige uma adaptação profunda das competências internas. Ao investir na formação das suas equipas e na disseminação de conhecimento sobre sustentabilidade, o banco procura posicionar-se como um parceiro ativo das empresas num momento de transformação estrutural da economia.

 

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