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OCDE: Choque energético reforça necessidade de energias renováveis

Conflito no Médio Oriente pressiona preços e inflação, tornando a transição verde ainda mais urgente para proteger a economia global, segundo a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico.

28 Mar 2026 - 10:31

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Foto: Adobe Stock

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O mais recente Outlook Económico da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) alerta que o conflito no Médio Oriente está a criar choques no fornecimento de energia, elevando preços e pressionando a inflação global. A solução passa também pela promoção das energias renováveis e da eficiência energética.

“O aumento da produção de energia renovável e a eficiência energética podem reforçar a segurança económica e a resiliência a futuros choques de preços”, refere Mathias Cormann, secretário-geral da OCDE, sublinhando que “quaisquer medidas políticas adotadas para mitigar o impacto do choque energético devem ser direcionadas para os mais necessitados, temporárias, e garantir que se mantêm os incentivos para poupar energia”.

O crescimento global deverá atingir 2,9% em 2026 e 3,0% em 2027, abaixo da trajetória pré-conflito. Nos Estados Unidos, o PIB está projetado em 2,0% para 2026, abrandando para 1,7% em 2027. Na zona euro, o crescimento é mais modesto, com 0,8% em 2026 e 1,2% em 2027, enquanto a China deverá desacelerar para 4,4% e 4,3%, respetivamente.

A inflação nos países do G20 deverá atingir 4,0% em 2026, caindo para 2,7% em 2027, com o aumento dos preços da energia como principal motor das pressões inflacionárias. A OCDE alerta que os preços mais elevados da energia e dos fertilizantes podem impulsionar o aumento dos preços dos alimentos, afetando particularmente os agregados familiares vulneráveis. Os preços mais altos da energia também podem aumentar os custos para os países europeus na reposição anual necessária dos stocks de gás natural. Os mercados financeiros podem experienciar volatilidade adicional, enquanto o aumento dos rendimentos soberanos de longo prazo eleva os riscos fiscais.

Face a estes desafios, o Outlook destaca prioridades-chave para os decisores políticos. Os bancos centrais devem permanecer vigilantes e assegurar que as expectativas estão bem ancoradas. Diz que são necessários esforços mais fortes para salvaguardar a sustentabilidade das finanças públicas.

Quaisquer medidas para atenuar o impacto económico do choque energético devem ser direcionadas, temporárias e ter em conta o espaço fiscal limitado que a maioria dos governos enfrenta, defende a OCDE. A redução das barreiras comerciais aumentaria a produção e reduziria os riscos inflacionários. A médio prazo, melhorar a eficiência energética e reduzir a dependência das importações de combustíveis fósseis pode diminuir a exposição a futuros choques de oferta.

“O choque no fornecimento de energia decorrente do conflito em evolução no Médio Oriente está a testar a resiliência da economia global. Prevemos que o crescimento global se mantenha robusto, mas mais lento do que a trajetória pré-conflito, com inflação significativamente mais elevada”, diz Mathias Cormann.

 

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