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Parque eólico de Santiago do Cacém com 23 geradores disponível para consulta pública
O projeto iniciou no dia 29 de julho, está em consulta pública até dia 28 de agosto e conta já com 100 participações. O projeto é promovido pela empresa Hyperion Renewables Sines.
03 Ago 2026 - 16:45
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Foto: Magnific
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Foto: Magnific
O projeto do Parque Eólico do Sudoeste, que prevê a instalação de 23 aerogeradores no concelho de Santiago do Cacém, distrito de Setúbal, para abastecer o Centro de Dados de Sines está em consulta pública.
A Proposta de Definição de Âmbito (PDA) do Estudo de Impacte Ambiental (EIA) deste parque eólico, no concelho de Santiago do Cacém, está em consulta pública até 18 de agosto no portal Participa, da Agência Portuguesa do Ambiente.
Segundo o documento, consultado hoje pela agência Lusa, o projeto é promovido pela Hyperion Renewables Sines e tem uma potência instalada de 138 megawatts (MW).
O parque será constituído por três núcleos – São Bartolomeu, Vale Miguel e Monte das Oliveiras -, localizados na União das Freguesias de Santiago do Cacém, Santa Cruz e São Bartolomeu da Serra e na freguesia de Abela, no concelho de Santiago do Cacém.
A área de estudo para o parque perfaz 1.098,4 hectares. Já a ligação elétrica associada a este investimento será desenvolvida nos municípios de Santiago do Cacém e Sines, numa área de 758 hectares.
O projeto inclui ainda um sistema de armazenamento constituído por 61 contentores de baterias de lítio, com uma capacidade de armazenamento estimada de 200 megawatts-hora (MWh) e uma potência de 50 MW para carregamento e injeção de energia.
A energia produzida anualmente pelo Parque Eólico do Sudoeste, estimada em cerca de 386,4 GWh (gigawatts-hora) “terá como fim o autoconsumo industrial” e será “direcionada para o Data Center” que a empresa Start Campus está a desenvolver em Sines, pode ler-se.
Segundo os promotores, a ligação do parque eólico ao Data Center Sines 4.0 “poderá passar por um cenário em alta tensão, 60kV (quilovolts), ou em muito alta tensão, 150kV ou 400 kV”.
“No caso da ligação se processar em alta tensão ou em muito alta tensão (150kV)”, poder-se-á optar pela “via aérea, entre a subestação do parque eólico e a subestação do Data Center em Sines”, pode ler-se.
Já a opção em muito alta tensão de 400kV apenas se concretizará “através da ligação à subestação da REN Sines Sul”, é referido no documento.
Segundo o Participa, a consulta pública iniciou-se no dia 29 de julho e conta já com 100 participações.
Conforme a proposta de definição de âmbito, o projeto poderá evitar a emissão de cerca de 41.345 toneladas de dióxido de carbono equivalente por ano.
Esta fase de definição de âmbito é preliminar e obrigatória à avaliação de impacte ambiental para projetos desta natureza e dimensão, seguindo-se, mais tarde, nova consulta pública.
Segundo o documento, a área de estudo do parque não interfere diretamente com áreas classificadas como sensíveis, embora se encontre próxima de vários espaços protegidos e de elementos patrimoniais.
A proposta identifica como questões mais relevantes os efeitos sobre a fauna, sobretudo o risco de colisão de aves e morcegos com os aerogeradores.
Segundo o promotor, a obra poderá ter um prazo de execução de 18 meses, seguindo-se uma fase de exploração estimada em 30 anos.
Agência Lusa
Editado por Jornal PT Green
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