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Porto de Roterdão lança primeira obrigação de captura de carbono do mundo

Obrigação destina-se a financiar o projeto Porthos, uma infraestrutura para a recolha, transporte e armazenamento permanente de CO₂. A seguradora japonesa Dai ichi Life liderou o investimento ao adquirir 52% da emissão por 26 milhões de euros.

26 Dez 2025 - 14:04

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Foto: Porthos

Foto: Porthos

O Porto de Roterdão, o maior hub logístico e industrial da Europa, emitiu o primeiro Carbon Capture and Storage Bond (CCS Bond) do mundo, destinado exclusivamente ao financiamento de projetos de captura e armazenamento de carbono.

O investimento pioneiro foi liderado pela seguradora japonesa Dai‑ichi Life Insurance Company, Limited, que aplicou aproximadamente 26 milhões de euros nesta emissão, representativos de 52% do total do Carbon Capture and Storage Bond, refere a seguradora em comunicado.

A obrigação destina-se a financiar o projeto Porthos, uma infraestrutura partilhada para a recolha, transporte e armazenamento permanente de CO₂ emitido por empresas situadas na área portuária. O CO₂ será armazenado em campos de gás esgotados no Mar do Norte.

O projeto visa capturar cerca de 2,5 milhões de toneladas de CO₂ por ano durante 15 anos, sendo que a capacidade total da conduta terrestre permite transportar até 10 milhões de toneladas anuais, possibilitando futuras expansões de captura de carbono.

O Porthos destina-se a emissões de hidrogénio azul e de processos industriais, como refinarias de petróleo e indústrias químicas, adotando um modelo de acesso aberto, permitindo que múltiplas empresas utilizem a infraestrutura como recurso comum. Esta tecnologia é considerada essencial para reduzir emissões em setores onde cortes significativos são difíceis de alcançar e é apontada como vital para atingir a meta de neutralidade carbónica até 2050.

“Muitos dos nossos investimentos reduzem diretamente as emissões de CO₂, como a construção da infraestrutura de condutas de CO₂ para o projeto Porthos. A nossa colaboração com a Dai‑ichi Life permite-nos concretizar este tipo de projetos de descarbonização e construir um porto preparado para o futuro”, refere a CFO do Porto de Roterdão, Vivienne de Leeuw, no comunicado divulgado pela seguradora japonesa.

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