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Portugal ultrapassa recorde de consumo de energia elétrica até setembro
Entre janeiro e setembro, a produção renovável abasteceu 64% do consumo energético do país com a hidroelétrica a representar 24% e a eólica 23%, enquanto a fotovoltaica contribuiu com 13% e a biomassa com 5%.
02 Out 2026 - 10:41
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O consumo de energia elétrica em Portugal, entre janeiro e setembro, atingiu os 40,5 TWh, o valor mais elevado de sempre registado no sistema nacional para este período, ultrapassando o anterior máximo registado em 2025 em 3,4% (2,9% com correção da temperatura e dias úteis), segundo novos dados divulgados pela REN.
Nos primeiros nove meses de 2026, a produção renovável abasteceu 64% do consumo energético do país. No mix energético, a hidroelétrica representou 24% e a eólica 23%, enquanto a fotovoltaica contribuiu com 13% e a biomassa com 5%.
Já a produção a gás natural abasteceu 14% do consumo, com os restantes 22% a corresponderem a energia importada. Este volume de exportações trata-se do saldo importador mais elevado de sempre para este período.
Entre janeiro e setembro, o índice de produtibilidade hidroelétrica registou 1,21, o de produtibilidade eólica 0,97 e o de produtibilidade solar 0,82.
Só em setembro, o consumo de energia elétrica registou um aumento homólogo de 6,8% (3,3% corrigindo os efeitos de temperatura e dias úteis), impulsionado pelas temperaturas elevadas que se fizeram sentir.
No último mês, a produção renovável abasteceu 52% do consumo nacional, a produção não renovável 13%, enquanto os restantes 35% corresponderam a energia importada. O índice de produtibilidade solar registou 0,96, o eólico 0,88 e o hídrico 1,39.
No mercado de gás natural, verificou-se em setembro uma quebra de 12%, com quedas de 15% no segmento de produção de energia elétrica e de 10% no segmento convencional. No cômputo dos primeiros nove meses do ano, o consumo de gás natural totalizou 33,2 TWh com uma variação homóloga anual marginalmente positiva de 0,5%, resultado de variações de mais 4,5% no mercado elétrico e de menos 1,2% no mercado convencional.
De acordo com a REN, o abastecimento nacional, em setembro, foi efetuado integralmente a partir do terminal de Sines, enquanto a interligação com Espanha registou um saldo exportador, equivalente a 62% do consumo nacional.
Nos primeiros 9 meses do ano o sistema nacional tem sido abastecido quase integralmente a partir do terminal de Sines com origem predominante na Nigéria (58%) seguindo-se os EUA (34%) e a Rússia (8%). O saldo exportador através da interligação com Espanha foi, para este período, o mais elevado de sempre no sistema nacional.
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