Subscrever Newsletter - Mantenha-se atualizado sobre tudo o que se passa na transição verde.

Subscrever Newsletter

Mantenha-se atualizado sobre tudo o que se passa na transição verde.

Submeter

Ao subscrever aceito a Política de Privacidade

3 min leitura

Produção europeia de combustíveis sustentáveis para aviação pode gerar 20 mil milhões de euros e reduzir dependência externa

T&E conclui que até 85% do investimento em nove fábricas poderá permanecer na Europa, contribuindo para dinamizar a economia regional, reforçar cadeias de valor e gerar 4.000 empregos.

12 Abr 2026 - 15:23

3 min leitura

Foto: Unsplash

Foto: Unsplash

A produção europeia de combustíveis sintéticos para a aviação (e-SAF, na sigla inglesa) poderá gerar até 20 mil milhões de euros em valor acrescentado bruto e criar milhares de empregos, ao mesmo tempo que reduz a forte dependência externa da União Europeia em combustíveis para aviação. A conclusão consta de um relatório divulgado recentemente pela organização Transport & Environment (T&E).

Segundo o estudo, atualmente a União Europeia importa mais de 95% do combustível de aviação que consome, com particular dependência do Médio Oriente, uma vulnerabilidade exposta nas últimas semanas pela subida acentuada dos preços, associada ao conflito naquela região, iniciado pelos EUA e Israel.

O desenvolvimento de uma indústria europeia de e-SAF surge, neste contexto, como uma oportunidade. Para cumprir as metas previstas até 2030, no âmbito do regulamento ReFuelEU Aviation e do mandato britânico para combustíveis sustentáveis, a Europa teria de construir cerca de nove unidades industriais, cada uma com capacidade anual de 75 mil toneladas.

Apesar do elevado investimento inicial exigido, o relatório sublinha os retornos económicos e sociais significativos no médio e longo prazo. Até 85% do investimento nestas infraestruturas poderá permanecer na Europa, contribuindo para dinamizar a economia regional e reforçar cadeias de valor industriais do bloco comunitário. Em paralelo, cerca de 4.000 empregos poderão ser sustentados pela operação destas unidades.

Além do impacto económico, a subida da produção interna poderá contribuir para a segurança energética europeia, reduzindo a exposição a choques externos e volatilidade de preços.

Ainda assim, o relatório alerta que tudo dependerá de escolhas políticas claras quanto à localização da produção e ao desenvolvimento da cadeia de abastecimento dentro da Europa.

Entre as principais recomendações, a T&E defende a manutenção das metas específicas para e-SAF nos quadros regulatórios europeu e britânico, a criação de mecanismos de mercado que favoreçam a produção europeia e o reforço do financiamento público, nomeadamente através de leilões piloto para acelerar a implementação dos projetos.

Sem estas medidas, conclui o relatório, a Europa arrisca-se a substituir a atual dependência de combustíveis fósseis por uma nova dependência de combustíveis sustentáveis importados.

Subscrever Newsletter

Mantenha-se atualizado sobre tudo o que se passa na transição verde.

Ao subscrever aceito a Política de Privacidade