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Refinaria de antimónio em Sines quer reforçar produção de metais críticos
Projeto da ACM prevê unidade na Zona Industrial e Logística de Sines com arranque em 2030 e capacidade anual de 10 mil toneladas.
03 Jul 2026 - 14:01
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Porto de Sines | Foto: APS
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Porto de Sines | Foto: APS
A empresa ACM – Alchemy & Critical Metals pretende construir uma refinaria de antimónio na Zona Industrial e Logística de Sines (ZILS), prevendo-se a criação de 150 postos de trabalho diretos, foi anunciado nesta sexta-feira.
Em comunicado, a aicep Global Parques revelou ter assinado com a empresa, no dia 15 de junho, um contrato de reserva de uma parcela de terreno na Zona 1 da ZILS, com uma área total de 131.000 metros quadrados, destinada à instalação da unidade industrial.
“A ACM dedica-se ao desenvolvimento de capacidade industrial de refinação de metais críticos, tendo como projeto inaugural a instalação de uma refinaria de antimónio na ZILS”, adiantou, indicando que a entrada em operação está prevista para 2030.
Prevê-se, precisou esta empresa pública, a criação de cerca de 150 postos de trabalho diretos altamente qualificados e aproximadamente 300 indiretos, associados à cadeia de valor, logística, serviços e fornecedores.
Segundo a aicep Global Parques, que não divulgou o investimento previsto, o direito de superfície a constituir terá uma duração de 30 anos, renovável, assegurando “as condições necessárias para o desenvolvimento e consolidação do investimento”.
“A refinaria está dimensionada para uma capacidade anual de 10.000 toneladas de antimónio metálico, das quais 7.500 toneladas correspondem a produção primária e 2.500 toneladas resultam de processos de reciclagem”, realçou.
A empresa gestora da ZILS referiu que o projeto da ACM “contempla uma área de implantação de aproximadamente cinco hectares, incluindo edifícios industriais, áreas técnicas e logísticas, zonas de estacionamento e espaços verdes”.
“O volume de construção estimado ascende a cerca de 80.000 metros cúbicos, com edifícios até 15 metros de altura e infraestruturas técnicas especializadas, como chaminés industriais e torre de arrefecimento”, salientou.
Assinalando que a futura unidade foi desenvolvida, desde a fase de conceção, de acordo com as Melhores Técnicas Disponíveis (BAT, na sigla em inglês), a aicep Global Parques frisou que o projeto integra “elevados padrões de desempenho ambiental e segurança”.
“Estão previstos sistemas de contenção e bacias de retenção para prevenção de derrames, bem como soluções avançadas de tratamento de gases, incluindo filtros de mangas e lavadores de gases, destinados à redução significativa das emissões atmosféricas”, exemplificou.
De acordo com a empresa gestora da ZILS, o processo industrial prevê ainda a valorização do dióxido de enxofre através da sua conversão em sulfato ou ácido sulfúrico, evitando emissões livres de enxofre para a atmosfera.
“Serão igualmente implementados sistemas de captura, estabilização e tratamento de impurezas perigosas, nomeadamente arsénio, assegurando a sua gestão por operadores licenciados ou a sua inertização em matrizes seguras”, sublinhou.
Entre outras ações previstas, a futura refinaria vai dispor de um Estação de Tratamento de Águas Residuais Industriais (ETARI) própria, que utilizará “processos de precipitação de metais pesados, neutralização e clarificação, antes da respetiva descarga em conformidade com as licenças ambientais”.
A aicep Global Parques explicou que o antimónio, que integra a lista de matérias-primas críticas da União Europeia, é um metal considerado essencial para setores como a energia, indústria tecnológica, semicondutores, mobilidade e defesa.
Atualmente, a sua produção e refinação encontram-se “fortemente concentradas em poucos mercados” e as restrições à exportação introduzidas nos últimos anos evidenciaram a vulnerabilidade das cadeias de abastecimento europeias, provocando tensões nos mercados e o aumento dos preços.
Agência Lusa
Editado por Jornal PT Green
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