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Renováveis abastecem 81% do consumo elétrico em fevereiro com hidroelétrica a atingir recorde
Eólica mantém desempenho acima da média e solar cai para mínimo histórico. Consumo de gás sobe 24%, com abastecimento maioritariamente assegurado por Sines e origem na Nigéria, EUA e Rússia.
03 Mar 2026 - 08:04
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Foto: Adobe Stock/gonta_sss
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A produção de energia renovável abasteceu 81% do consumo nacional de eletricidade em fevereiro, incluindo o saldo exportador, enquanto a produção não renovável, com recurso a gás natural, representou 19%, segundo dados divulgados pela REN.
O saldo de trocas com o estrangeiro foi exportador, correspondendo a cerca de 5% do consumo nacional.
O destaque do mês vai para a produção hidroelétrica, cujo índice de produtibilidade atingiu 1,97 (média histórica de 1), o valor mais elevado alguma vez registado pela REN para um mês de fevereiro, em dados compilados desde 1971. A produção eólica também apresentou um desempenho acima da média, com um índice de 1,29.
Em sentido contrário, a produção solar registou o índice de produtibilidade mais baixo de sempre para fevereiro (0,59), refletindo condições meteorológicas desfavoráveis. Apesar do aumento da capacidade instalada, verificou-se uma queda homóloga de 19% na produção.
No conjunto dos dois primeiros meses do ano, a produção renovável assegurou 83% do consumo nacional, distribuída entre hídrica (39%), eólica (35%), solar (5%) e biomassa (4%). A produção a gás natural representou 17%, enquanto o saldo de trocas com o estrangeiro foi praticamente nulo. Neste período, os índices de produtibilidade fixaram-se em 1,62 para a hídrica, 1,32 para a eólica e 0,60 para a solar.
O consumo de eletricidade manteve em fevereiro o ritmo de crescimento observado no início do ano, com uma variação homóloga de 5,2%, ou 5,7% após correção da temperatura e do número de dias úteis. No acumulado de janeiro e fevereiro, o consumo aumentou 6,6% (5,7% com correção).
No mercado de gás natural, fevereiro registou um aumento homólogo de 24%, impulsionado sobretudo pelo segmento de produção de energia elétrica, que cresceu 83% face ao mesmo mês do ano anterior. O segmento convencional avançou 2,7%. No total, tratou-se do consumo mensal mais elevado desde julho de 2023.
Até ao final de fevereiro, o consumo acumulado de gás natural aumentou 15%, com crescimentos de 45% na produção de eletricidade e de 3,8% no segmento convencional.
O aprovisionamento do sistema nacional foi assegurado maioritariamente pelo terminal de GNL de Sines, responsável por 76% do gás consumido, com origem sobretudo na Nigéria (39%), Estados Unidos (24%) e Rússia (13%). Os restantes 24% chegaram através da interligação com Espanha.
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