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Tarifas de eletricidade e gás natural para mercados regulados sobem 2,7% e 6,4%
A partir desta quinta-feira, ambas as tarifas sobem, de acordo com o que já tinha sido decidido pela Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos. Guerra entre o Irão e os Estados Unidos na origem de “grande parte” destes efeitos, segundo o regulador
01 Out 2026 - 07:32
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As tarifas de eletricidade e gás natural para os mercados regulados sobem nesta quinta-feira, 1 de outubro, respetivamente 2,7% e 6,4%
As tarifas de eletricidade aumentam, em média, 2,7% para a maioria dos clientes domésticos do mercado regulado, como tinha sido decidido pela Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE).
De acordo com as simulações do regulador, um casal sem filhos, com potência contratada de 3,45 kVA, passará a pagar 37,77 euros por mês, mais 0,95 euros face a setembro.
Já um casal com dois filhos, com potência de 6,9 kVA, terá uma fatura média mensal de 97,73 euros, mais 2,70 euros.
A ERSE justificou a atualização com a subida dos custos de aquisição de eletricidade pelo Comercializador de Último Recurso (CUR), que ficaram acima do previsto para 2026.
Segundo o regulador, este desvio reflete a subida dos preços no mercado grossista de eletricidade ao longo do ano, uma evolução que atribui “em grande parte” aos efeitos da guerra entre o Irão e os Estados Unidos, que fez aumentar o preço do gás natural e, consequentemente, o da eletricidade.
A nova tarifa entra hoje em vigor e abrange cerca de 779 mil clientes do mercado regulado, número registado em junho, que representam aproximadamente 4,6% do consumo total de eletricidade.
A ERSE ressalva, contudo, que a atualização não obriga os comercializadores do mercado livre a repercutirem a mesma subida nos preços, uma vez que cada empresa segue a sua própria estratégia de aprovisionamento de eletricidade e de definição das condições comerciais.
Tarifas de gás natural no mercado regulado sobem 6,4%
Também os preços do gás natural no mercado regulado aumentam em média 6,4%, segundo as tarifas aprovadas pela ERSE.
De acordo com as simulações do regulador, um casal sem filhos, no primeiro escalão de consumo, passa a pagar uma fatura média mensal de 17,38 euros, mais 0,91 euros face a setembro.
Já um casal com dois filhos, no segundo escalão de consumo, terá uma fatura média mensal de 32,53 euros, o que representa um aumento de 1,62 euros.
As novas tarifas abrangem cerca de 431 mil clientes que permanecem no mercado regulado e vigoram durante o ano gás 2026-2027, entre 01 de outubro de 2026 e 30 de setembro de 2027.
No mercado livre, os preços cobrados aos consumidores variam entre comercializadores e dependem da oferta contratada por cada cliente. A ERSE estima que cerca de 1,14 milhões de consumidores estejam no mercado liberalizado no ano gás 2026-2027.
Os consumidores com tarifa social, tanto no mercado regulado como no mercado livre, beneficiam de um desconto de 31,2%.
A atualização das tarifas ocorre num contexto de aumento dos custos de aquisição de gás natural e de forte incerteza nos mercados energéticos internacionais devido à escalada do conflito no Médio Oriente.
Agência Lusa
Editado por Jornal PT Green
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