3 min leitura
Comissário europeu da Energia garante que “não há riscos imediatos para o abastecimento energético na Europa”
Dan Jørgensen defende a adoção de medidas de apoio temporárias e direcionadas para os setores e grupos mais afetados pela subida dos preços dos combustíveis.
30 Set 2026 - 17:48
3 min leitura
Dan Jørgensen comissário da Energia e Habitação | Foto CE
- Moita investe 837 mil euros na recolha de biorresíduos porta-a-porta
- Governo escolhe Lufthansa para privatização parcial da TAP
- Bruxelas propõe adiar regras do metano para importadores durante um ano
- Um em cada seis consumidores portugueses já descartou incorretamente aparelhos elétricos
- Braga investe 1,8 milhões de euros em limpeza urbana e gestão de resíduos
- Turismo de Portugal mobiliza 210 mil euros para refúgios climáticos em Lisboa, Trancoso e Mira
Dan Jørgensen comissário da Energia e Habitação | Foto CE
A União Europeia não enfrenta “riscos imediatos para o abastecimento energético” durante o próximo inverno, apesar da elevada volatilidade dos preços e da instabilidade geopolítica, afirmou nesta terça-feira o comissário europeu da Energia, Dan Jørgensen, na conferência de imprensa do Conselho informal de energia, que decorreu em Dublin, na Irlanda.
Apesar da segurança no abastecimento, o comissário reconhece que a Europa continua a enfrentar uma crise dos preços da energia, com a situação geopolítica e a “falta de progressos” em torno do estreito de Ormuz a contribuir para a volatilidade dos mercados.
“Quando temos muitos cidadãos europeus com dificuldades para pagar as suas faturas e trabalhadores que se deslocam diariamente para o trabalho e pagam preços tão elevados nos postos de abastecimento, parece-me bastante claro que não estamos numa boa situação”, afirmou.
Desde o início da guerra, a UE já pagou mais de 100 mil milhões de euros adicionais por importações de combustíveis fósseis, sem receber energia adicional, de acordo com o discurso.
Dan Jørgensen defendeu, por isso, que a União Europeia deve combinar a aceleração da transição para as energias limpas com medidas de curto prazo destinadas a ajudar os Estados-Membros, as empresas e os cidadãos a enfrentar a atual crise.
Entre as medidas em análise está a possibilidade de reduzir para 80% a meta de armazenamento de gás, que, segundo o comissário, poderá aliviar a pressão imediata sobre os preços e os custos de reabastecimento.
A Comissão defende ainda a adoção de medidas de apoio temporárias e direcionadas para os setores e grupos mais afetados, apelando aos governos para utilizarem a flexibilidade orçamental disponibilizada para investimentos em energia limpa.
“Dispor de mais energia limpa produzida na Europa, interligações, redes elétricas modernizadas, armazenamento, eficiência e eletrificação é a única forma de a Europa se tornar independente e reduzir estruturalmente os preços”, sublinhou o comissário europeu.
Além disso, Dan Jørgensen adiantou que Bruxelas está a analisar formas de apoiar a disponibilidade e os preços dos combustíveis para os transportes, uma preocupação que, segundo o responsável, afeta muitos cidadãos e uma parte significativa da economia europeia.
A médio e longo prazo, o comissário apontou a necessidade de aumentar a produção de energia limpa na Europa, reforçar as interligações, modernizar as redes elétricas, aumentar a capacidade de armazenamento, melhorar a eficiência energética e acelerar a eletrificação.
- Moita investe 837 mil euros na recolha de biorresíduos porta-a-porta
- Governo escolhe Lufthansa para privatização parcial da TAP
- Bruxelas propõe adiar regras do metano para importadores durante um ano
- Um em cada seis consumidores portugueses já descartou incorretamente aparelhos elétricos
- Braga investe 1,8 milhões de euros em limpeza urbana e gestão de resíduos
- Turismo de Portugal mobiliza 210 mil euros para refúgios climáticos em Lisboa, Trancoso e Mira