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Fatih Birol: Reservas de petróleo estão a esgotar-se “muito rapidamente”

Diretor executivo da Agência Internacional de Energia alerta que reservas comerciais de petróleo durarão apenas algumas semanas, devido à guerra no Irão e ao encerramento do Estreito de Ormuz. Chegada do verão poderá também agravar a situação.

18 Mai 2026 - 15:27

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Fatih Birol, AIE | Foto: Foto: MAE

Fatih Birol, AIE | Foto: Foto: MAE

Fatih Birol, diretor executivo da Agência Internacional de Energia (AIE), alertou, nesta segunda-feira, que as reservas comerciais de petróleo estão a diminuir rapidamente e que durarão apenas algumas semanas, devido à guerra no Irão e ao encerramento do Estreito de Ormuz.

As reservas estão a esgotar-se “muito rapidamente”, disse Birol em declarações à imprensa, durante o primeiro dia da reunião dos ministros das Finanças do G7, em Paris. Segundo o diretor executivo da AIE, ainda “restam várias semanas, mas devemos estar cientes que está a diminuir rapidamente”.

O encerramento do Estreito de Ormuz, assinalado pela AIE no último relatório mensal sobre o mercado de petróleo, privou o mercado de mais de 1000 milhões de barris originários dos países do golfo, retendo a saída de mais de 14 milhões de barris por dia.

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Ainda que a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos consigam exportar uma parte da sua produção por vias alternativas ao Estreito de Ormuz e que outros países produtores noutras regiões do mundo tenham aumentado as extrações de petróleo, as reservas reduziram-se a 250 milhões de barris, o que se traduz num ritmo de 4 milhões de barris por dia.

Birol relembrou que, antes da eclosão da guerra no Médio Oriente, a situação no mercado era de excesso de petróleo, de cerca de 2,5 milhões de barris diários acima da procura, ainda assim avisou que essas margens “não são infinitas e as reservas comerciais estão a diminuir rapidamente”.

Além disso, a chegada do verão ao hemisfério norte marca o início da temporada de viagens e de cultivos, durante a qual são consumidos mais combustíveis e fertilizantes. Estes elementos podem implicar “importantes repercussões” no preço dos alimentos e “impulsionar significativamente” a inflação, comentou Birol.

A AIE coordenou em março a maior libertação de sempre de reservas estratégicas, tendo acordado a retirada de 400 milhões de barris numa tentativa de acalmar os mercados.

Uma medida deste tipo poderá ser implementada novamente, caso o Estreito de Ormuz continuar fechado, afirmou o ministro das Finanças francês, Roland Lescure. “Se for necessário fazê-lo novamente nos próximos meses, faremos”, assegurou ao chegar à reunião do G7.

Segundo a AIE, até 8 de maio, foram libertados cerca de 164 milhões de barris. A oferta global de petróleo diminuirá em cerca de 3,9 milhões de barris por dia ao longo de 2026 devido à guerra, revendo em baixa a sua previsão anterior, que apontava para uma queda de 1,5 milhões de barris por dia.

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