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UE e China acordam moderar exportações chinesas de veículos híbridos e híbridos plug-in
O comissário europeu do Comércio e Segurança Económica realizou uma vista de dois dias a Pequim para discutir o desequilíbrio comercial entre a União Europeia.
09 Out 2026 - 16:11
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Maroš Šefčovič comissário europeu do Comércio e Segurança Económica
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Maroš Šefčovič comissário europeu do Comércio e Segurança Económica
A União Europeia (UE) e a China chegaram a um entendimento comum para moderar as exportações chinesas de veículos híbridos e híbridos plug-in para a UE, o que abre a possibilidade de reduzir essas exportações da China em mais de metade. O anúncio foi nesta sexta-feira pelo comissário europeu do Comércio e Segurança Económica, que realizou uma vista de dois dias a Pequim para discutir o desequilíbrio comercial entre os dois blocos.
Em conferencia de imprensa, Maroš Šefčovič anunciou também que a China e a UE chegaram a um entendimento comum para melhorar o acesso ao mercado chinês de uma série de produtos da UE, através da redução das tarifas da nação mais favorecida. Estes produtos vão desde peças para automóveis até ao azeite e ao calçado, representando um valor atual de exportações de quase 4 mil milhões de euros. “Esta medida permitiria poupar, pelo menos, 225 milhões de euros em direitos aduaneiros”, referiu o comissário.
Em terceiro lugar, anunciou, foi estabelecido um entendimento entre os dois homólogos para continuar a facilitar os procedimentos chineses de licenciamento das exportações de terras raras e de ímanes permanentes.
“Vale a pena dar uma verdadeira oportunidade a negociações genuínas. Por isso, valorizo o empenho demonstrado pelo meu homólogo”, frisou Maroš Šefčovič, acrescentando, no entanto, que “estamos ainda longe do fim. Este é um primeiro passo crucial, mas apenas um primeiro passo, no processo de reequilíbrio”.
O comissário europeu reuniu-se com o homólogo chinês, o ministro Wang Wentao, e com o vice-primeiro-ministro, He Lifeng.
“Vim aqui com um objetivo claro: começar a reequilibrar a relação comercial entre a União Europeia e a China e garantir que esta primeira fase de negociações, no âmbito das Consultas sobre Comércio e Investimento, produza os primeiros resultados concretos. Conhecem o contexto. O défice comercial representa um enorme desafio para a UE, sentido em todos os Estados-membros. Esta situação é insustentável e exige um caminho credível para o reequilíbrio. Temos de defender as nossas indústrias e restabelecer condições de concorrência equitativas, que foram distorcidas pelo excesso de capacidade produtiva à escala mundial”, declarou o comissário.
Recorde-se que, na véspera da visita do comissário à China, os eurodeputados defenderam medidas urgentes para reduzir os riscos associados à “dependência económica excessiva” da UE em relação à China, apontando as matérias-primas críticas, as baterias e os veículos elétricos entre os setores prioritários.
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