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Xi Jinping quer nova estratégia energética para a China

Pequim tenciona apostar em energias hídrica e nuclear para garantir segurança do sistema energético nacional, enquanto guerra no Médio Orienta afeta mercados os internacionais.

07 Abr 2026 - 08:58

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Xi Jinping, presidente da China | Foto: Wikimedia

Xi Jinping, presidente da China | Foto: Wikimedia

O Presidente chinês, Xi Jinping, apelou nesta segunda-feira à aceleração do planeamento e construção de um novo sistema energético, numa altura em que a guerra com o Irão provoca ondas de choque nos mercados globais. A orientação, transmitida pela televisão estatal CCTV, surge como resposta indireta à instabilidade internacional, ainda que o líder chinês não tenha feito qualquer referência explícita ao conflito nas suas declarações.

Pequim pretende reforçar a segurança energética da segunda maior economia do mundo através de um modelo mais diversificado e com menor intensidade carbónica. Xi Jinping reiterou a necessidade de desenvolver a energia hídrica, proteger os ecossistemas e expandir a energia nuclear de forma “segura e ordenada”, consolidando uma estratégia que diz resultar de uma “compreensão profunda das tendências globais”.

Apesar da aposta crescente em fontes renováveis, o carvão mantém um papel central. Mais de metade da matriz energética chinesa continua dependente deste recurso, que o Presidente classificou como a “base” do sistema energético, indispensável para assegurar estabilidade e resposta a picos de procura. Ao mesmo tempo, destacou o avanço antecipado da China na energia eólica e solar como uma decisão “visionária”.

A agência Reuters noticiou que os analistas consideram que a China está relativamente protegida face à subida dos preços do petróleo. O país dispõe de reservas significativas e depende apenas marginalmente das importações que passam pelo Estreito de Ormuz, cerca de 5% do consumo energético total. Ainda assim, a instabilidade no Médio Oriente reforça a urgência de reduzir vulnerabilidades externas.

Xi Jinping reforçou ainda o compromisso com o desenvolvimento limpo e de baixo carbono, apontando para um sistema energético “mais verde, diversificado e resiliente” como garantia do crescimento económico.

No terreno, a estratégia já avança. Em julho passado, teve início a construção da que será a maior barragem hidroelétrica do mundo, no planalto tibetano. Esta segunda-feira, arrancaram também as obras de uma central solar térmica a 4.550 metros de altitude, num projeto liderado por uma empresa estatal do setor nuclear.

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