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Algarve reforça resiliência hídrica após queda de 34% na precipitação desde 2012

Novos planos regionais apostam na eficiência, modernização das redes, inovação tecnológica e diversificação das origens de água.

28 Nov 2025 - 14:11

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Foto: Freepik

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A Autoridade de Gestão do Programa Regional ALGARVE 2030 e a CCDR Algarve divulgaram a publicação “Algarve: Região Líder na Gestão Inteligente da Água”, que reúne estratégias, investimentos e projetos que estão a transformar a forma como a região enfrenta a quebra de 34% da precipitação registada desde 2012.

A nova abordagem assenta em planos que dão prioridade à eficiência hídrica, modernização das infraestruturas e à diversificação das fontes de abastecimento, num caminho sustentado por fundos da política de coesão.

Segundo divulga a CCDR Algarve, apesar do contexto de seca prolongada, 2025 trouxe “sinais positivos”, nomeadamente, no final de setembro, as seis albufeiras do Algarve alcançaram 72% da capacidade, mais do dobro do registado no período homólogo.

De acordo com José Apolinário, Presidente da CCDR Algarve e da Comissão Diretiva do Algarve 2030, “a água é essencial à vida, ao desenvolvimento económico e à coesão territorial. O planeamento e a gestão da água exigem trabalho institucional em rede, ao nível nacional, regional e municipal, especial mobilização dos municípios e entidades gestoras, capacitação técnica, recursos humanos especializados, conhecimento, participação pública, monitorização do recurso e execução dos investimentos, com resultados concretos, matriz dos fundos europeus da política de coesão”.

Os municípios contam com operações apoiadas pelo ALGARVE 2030, Fundo Ambiental e orçamentos locais. Em Silves, intervenções estruturais permitiram reduzir as perdas de água; em Lagos, a ligação da ETAR à Quinta da Boavista prepara o avanço no uso de Água para Reutilização (ApR); e em Castro Marim a extensão da rede pública reforça o abastecimento a comunidades antes dependentes de furos e autotanques, refere a CCDR Algarve.

Para a ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, o “futuro do Algarve é bem mais risonho em matéria de resiliência hídrica”, face aos passos dados através de financiamentos e projetos estratégicos como a dessalinizadora de Albufeira ou a tomada de água do Pomarão, no Guadiana. “E os sucessos que termos tido no tema da água reforçam a minha convicção de que, mantendo este grau de compromisso e cooperação entre autoridades e entidades nacionais, regionais e locais, seremos capazes de ter sucesso em muitas outras frentes”, acrescenta na mesma nota.

Também o setor empresarial contribui para a eficiência hídrica, com projetos como o do Slide & Splash, que reutiliza até 21.000 m³ de água por ano, e o do Aquashow, que reaproveita 75% da água de lavagem, reduzindo ainda 50 toneladas de CO₂ anuais.

O Algarve está, igualmente, a testar tecnologias emergentes e soluções baseadas na natureza, como a dessalinização solar, fitorremediação, recolha e armazenamento de águas pluviais para rega e recarga de aquíferos. O ITI – Instrumento Territorial Integrado – continua a ser um eixo estratégico na resposta aos desafios dos ecossistemas, com impacto nos territórios de fronteira do Algarve e Alentejo, refere a CCDR Algarve.

A Agência Portuguesa do Ambiente sublinha, por sua vez, que a gestão do recurso está hoje mais informada, tecnológica e eficiente, um avanço considerado essencial para preparar as decisões do futuro.

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