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Ano de 2025 é o terceiro mais quente de sempre e marca três anos consecutivos acima de 1,5ºC
Relatório do ECMWF revela que temperaturas globais mantêm-se elevadas, ao reforçar impacto humano no aquecimento climático e desafio urgente de adaptação e mitigação.
14 Jan 2026 - 11:18
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O ano de 2025 foi o terceiro mais quente já registado, ao marcar pela primeira vez um período de três anos que superou o limite de aquecimento global de 1.5ºC. A temperatura verificada no ano passado foi apenas 0.01ºC inferior à de 2023 e 0.13ºC à de 2024, segundo um relatório divulgado nesta quarta-feira pelo Centro Europeu de Previsões Meteorológicas de Médio Prazo (ECMWF, na sigla inglesa).
Nos últimos três anos, as temperaturas globais ficaram, em média, mais de 1.5 °C acima do nível pré-industrial (1850-1900). A análise do instituto que opera os dados Copernicus revela também que os últimos 11 anos foram os 11 mais quentes de que há registo.
Em 2025 a temperatura média foi de 14.97ºC, isto é, mais 1.47ºC do que o período de referência da altura pré-industrial. Janeiro foi o mês mais quente, enquanto março, abril e maio foram os segundos mais quentes para a época do ano. À exceção de fevereiro e dezembro, todos os meses foram mais quentes do que o mês correspondente em qualquer ano anterior a 2023.
Na Europa, 2025 foi também o terceiro ano mais quente, com a temperatura média registada de 10.41ºC. Este valor está 1.7ºC acima do período de referência de 1991-2020 e 0.30ºC abaixo de 2024. No continente, março foi o mês com temperaturas mais altas, com uma média de 6.03ºC.
“Os dados atmosféricos de 2025 mostram claramente que a atividade humana continua a ser o principal fator responsável pelas temperaturas excecionais que estamos a observar”, conclui o diretor do Serviço de Monitorização da Atmosfera Copernicus no ECMWF. “A atmosfera está a enviar-nos uma mensagem e temos de a ouvir”, apela Laurence Rouil.
“O mundo está a aproximar-se rapidamente do limite de temperatura a longo prazo estabelecido pelo Acordo de Paris. Estamos destinados a ultrapassá-lo; a escolha que agora temos é a de como gerir da melhor forma o inevitável excesso e as suas consequências para as sociedades e os sistemas naturais”, alerta o diretor Serviço de Alterações Climáticas Copernicus no ECMWF, Carlo Buontempo.
Por sua vez, as temperaturas do ar e da superfície do mar nos trópicos em 2025 foram inferiores às registadas em 2023 e 2024, mas ainda permaneceram acima da média em várias áreas fora da zona tropical. No Atlântico tropical e no Oceano Índico, as temperaturas foram menos extremas em 2025 em comparação com 2024.
Por outro lado, as regiões polares viram temperaturas mais altas, com a Antártida a registar o seu ano mais quente já documentado, e o Ártico a apresentar o segundo ano mais quente da série histórica.
Além disso, foram observados recordes anuais de temperatura em áreas como o noroeste e sudoeste do Pacífico, o nordeste do Atlântico, as regiões extremas leste e noroeste da Europa, e a Ásia Central.
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