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Automação de serviços de energia pode poupar até 30% do consumo energético para aquecimento e arrefecimento
Investigação da Universidade de Coimbra analisou integração de tecnologias de ponta na automação de serviços e introduziu modelo de fornecedor único para painéis solares e sistemas de armazenamento.
11 Fev 2026 - 13:22
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Foto: Freepik
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Uma iniciativa europeia, na qual participa a Universidade de Coimbra, evidenciou que a automação de certos serviços de energia permite reduções entre 15% a 30% do consumo energético para aquecimento e arrefecimento. “Em Portugal, a aplicação de algoritmos de automação permitiu que os consumidores deslocassem o seu consumo para horários de menor carga, evitando sobrecargas na rede elétrica nacional”, explicou o coordenador do projeto no país, Nuno Quaresma.
O intitulado BungEES – Building Up Next-Generation Smart Energy Services Offer and Market Up-take foi testado também na Alemanha, França, Espanha, Eslováquia e República Checa. Em Portugal, o projeto ficou a cargo do Instituto de Sistemas e Robótica (ISR) da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), que analisou a integração de tecnologias de ponta na automação de serviços como climatização, armazenamento de energia em baterias, carregamento inteligente de veículos elétricos e produção solar fotovoltaica.
A principal novidade introduzida pela FCTUC consiste na simplificação do processo. Ao invés de os cidadãos terem de interagir com fornecedores diferentes para painéis fotovoltaicos, sistemas de armazenamento, equipamentos de carregamento de veículos elétricos e serviços de auditoria energética, passam a contar com um interlocutor único (“modelo one-stop-shop”). Assim, o projeto cria condições para que, no futuro, os consumidores possam receber compensação financeira pelo seu contributo para a estabilidade da rede elétrica, assumindo um papel ativo como colaboradores do sistema energético.
“O BungEES demonstrou que é possível reduzir as faturas de eletricidade e as emissões de CO2 sem sacrificar o conforto dos utilizadores”, destacou o também investigador do ISR, numa nota divulgada nesta quarta-feira. O comunicado assegura que BungEES está agora pronto para avançar para outras cidades europeias, “atraindo investimento privado e acelerando a modernização do parque edificado”. O projeto decorreu no âmbito do plano “Fit for 55” da União Europeia, que tem a missão de reduzir em 55% as emissões até 2030.
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