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Bruxelas prepara resposta à escalada dos preços da energia provocada pela guerra no Irão

Ministros da Energia reúnem-se em Bruxelas para discutir medidas de emergência, enquanto preços do gás na Europa já dispararam mais de 50% desde o início do conflito.

16 Mar 2026 - 09:01

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Ursula von der Leyen | Foto: Alexis Haulot, PE 2025

Ursula von der Leyen | Foto: Alexis Haulot, PE 2025

Os ministros da Energia da União Europeia reúnem-se nesta segunda-feira para avaliar opções destinadas a conter os custos da energia, numa altura em que Bruxelas prepara planos de emergência para reduzir o impacto da subida acentuada dos preços do petróleo e do gás provocada pela guerra no Irão.

A Comissão Europeia está a trabalhar num pacote de medidas para proteger consumidores e empresas do aumento das faturas energéticas. Entre as opções em análise, segundo avança a agencia Reuters, estão apoios estatais à indústria, cortes em impostos nacionais e a utilização de uma futura revisão do mercado europeu de carbono para aliviar a oferta de licenças de CO₂,.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, já indicou que Bruxelas também está a considerar a possibilidade de impor um limite máximo ao preço do gás.

A reunião com os ministros vai decorrer à porta fechada e terá como foco a resposta europeia à subida de preços desencadeada pelo encerramento do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas do comércio global de energia, indica a Reuters. A interrupção da passagem neste corredor marítimo perturbou o comércio de gás natural liquefeito e provocou uma disrupção sem precedentes no abastecimento de petróleo.

Os preços de referência do gás na Europa já aumentaram mais de 50% desde o início da guerra com o Irão, aumentando a pressão sobre governos nacionais e instituições europeias para encontrar respostas rápidas.

Alguns países, incluindo Itália, defendem uma intervenção mais abrangente por parte da União Europeia, como a suspensão temporária do mercado de carbono do bloco, para reduzir a influência das centrais a gás emissoras de CO₂ na formação dos preços da eletricidade. Não é o caso de Portugal, que está entre os países europeus que pediram à União Europeia que não desmantele e nem suspenda o sistema de comércio de emissões (ETS, na sigla em inglês), a principal política do bloco contra as alterações climáticas, mesmo com a pressão para conter os elevados preços da energia.

Outros governos acreditam que Bruxelas poderá optar por soluções mais centradas nos Estados-membros, como reduções de impostos nacionais ou subsídios internos.

“para passar a responsabilidade das medidas mais importantes para os Estados-membros”, afirmou um diplomata da União Europeia à agência noticiosa. No entanto, uma estratégia baseada sobretudo em subsídios nacionais poderá aumentar as desigualdades entre países mais ricos e mais pobres dentro da União. “Nem todos podem pagar ajudas estatais, esse é o problema. É fácil para quem tem bolsos fundos”, acrescentou.

Durante a crise energética de 2022, os governos da União Europeia gastaram mais de 500 mil milhões de euros em medidas de apoio. Desse total, 158 mil milhões de euros foram mobilizados pela Alemanha, a maior economia da Europa, segundo dados do think tank Bruegel.

A presidente da Comissão Europeia deverá enviar ainda esta semana aos líderes da União Europeia uma lista de possíveis medidas de emergência, antes da cimeira marcada para quinta-feira.

 

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