2 min leitura
Bruxelas avalia medidas para reduzir custos de energia da indústria a curto prazo
A Comissão Europeia está a preparar medidas para reduzir as faturas elétricas, apoiar setores mais afetados e apresentar opções aos líderes da UE na cimeira de 19 de março. Auxílios estatais para compensar custos de carbono entre as medidas.
09 Mar 2026 - 08:34
2 min leitura
Ursula von der Leyen | Foto Alexis Haulot PE 2025
- Sustentável 2030 abre aviso de 30 ME para produção de água para reutilização
- Venda de carros elétricos acessíveis na UE pode aumentar sete vezes em 2026
- Metodologia que aplica critérios de carbono na contratação pública chega a Portugal
- IP investe 750 mil euros em energia solar e carregamento elétrico no Campus do Pragal
- Von der Leyen: “Quando importamos combustíveis fósseis, importamos também choques e crises”
- Investigadores da Universidade de Coimbra detetam atividade de microalgas através de sinais elétricos
Ursula von der Leyen | Foto Alexis Haulot PE 2025
Bruxelas está a avaliar medidas de curto prazo para reduzir os custos de energia das indústrias, segundo um documento da Comissão Europeia (CE) a que a Reuters teve acesso.
A análise incide sobre impostos energéticos, tarifas de rede e custos de carbono, componentes relevantes das faturas de eletricidade das empresas. As tarifas de rede representam cerca de 18% dos custos e os encargos de carbono cerca de 11%, segundo a análise.
A CE pretende dar respostas rápidas depois de as empresas terem alertado para dificuldades de concorrer com a China e os Estados Unidos. O debate ocorre num contexto de subida recente dos preços do petróleo e do gás associada ao mais recente conflito no Médio Oriente.
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, comprometeu-se a apresentar opções aos líderes da União Europeia numa cimeira marcada para 19 de março.
Um documento preparado para uma reunião de comissários europeus indica que Bruxelas estuda medidas temporárias dirigidas a regiões e setores mais afetados, mantendo o enquadramento das políticas climáticas e da transição energética.
O texto refere que alterações legislativas demoram a produzir efeitos e admite soluções intermédias para reduzir preços da energia durante os próximos dois a cinco anos, até que a expansão das fontes limpas contribua para baixar os custos da eletricidade.
A CE também identifica instrumentos já disponíveis que estão a ser pouco utilizados pelos governos, como auxílios estatais para compensar custos de carbono e contratos por diferença que garantem preços estáveis de eletricidade para consumidores industriais.
O documento acrescenta que, em caso de nova interrupção no abastecimento energético, Bruxelas poderá voltar a adotar medidas para reduzir o consumo, como ocorreu em 2022 após cortes nas entregas de gás pela Rússia.
- Sustentável 2030 abre aviso de 30 ME para produção de água para reutilização
- Venda de carros elétricos acessíveis na UE pode aumentar sete vezes em 2026
- Metodologia que aplica critérios de carbono na contratação pública chega a Portugal
- IP investe 750 mil euros em energia solar e carregamento elétrico no Campus do Pragal
- Von der Leyen: “Quando importamos combustíveis fósseis, importamos também choques e crises”
- Investigadores da Universidade de Coimbra detetam atividade de microalgas através de sinais elétricos