3 min leitura
Gigantes tecnológicas compram metade da energia limpa global em PPA
Meta, Amazon, Google e Microsoft estabeleceram 49% dos contratos de eletricidade renovável de longa duração a nível mundial.
24 Fev 2026 - 12:36
3 min leitura
Foto: Freepik
- Europa tem os edifícios mais antigos do mundo e precisa de acelerar a sua reabilitação
- França prevê pior colheita de milho em mais de 40 anos devido à seca e ao calor
- FAO alerta que calor e energia elevaram preços mundiais dos alimentos em julho
- Exposição da banca a setores que contribuem para as alterações climáticas mantém-se nos 62%
- Setúbal investe 490 mil euros em viaturas elétricas para recolha de biorresíduos
- Sobe para 79% taxa de execução do PRR com entrada de 2,3 mil ME
Foto: Freepik
As grandes empresas tecnológicas voltaram a dominar o mercado global de compra corporativa de energia limpa em 2025. Meta, Amazon, Google e Microsoft foram responsáveis por 49% de toda a atividade mundial de Power Purchase Agreements (PPA), contratos de longo prazo para compra de eletricidade renovável diretamente aos produtores, segundo uma nova análise da BloombergNEF.
O relatório indica que as empresas anunciaram contratos para 55,9 gigawatts (GW) de energia limpa no último ano, numa ligeira desaceleração face ao recorde registado em 2024. Apesar da queda global, as chamadas Big Tech continuaram a liderar a procura por eletricidade renovável através de PPA.
Entre estas empresas, Meta e Amazon destacaram-se como os compradores mais ativos, somando 20,4GW contratados, incluindo 4,7GW de energia nuclear. A atividade da Meta concentrou-se sobretudo nos Estados Unidos, enquanto a Amazon liderou novos acordos na Europa e na região Ásia-Pacífico.
Engie, AES e Iberdrola ldiram as empresas selecionadas para o estabelecimento destes contratos.
De acordo com a análise, o mercado está cada vez mais dividido entre grandes grupos tecnológicos, que continuam a fechar contratos de grande escala e a apostar em novas tecnologias energéticas, e empresas de menor dimensão, que enfrentam custos mais elevados e maior incerteza regulatória.
Nos Estados Unidos, o maior mercado mundial para este tipo de contratos, foram registados 29,5GW em novos acordos. Ainda assim, o número de empresas compradoras caiu significativamente, refletindo um mercado mais concentrado nas maiores multinacionais tecnológicas, destaca a análise.
A BloombergNEF sublinha ainda que a evolução dos preços da eletricidade, as mudanças regulatórias e a necessidade de fornecimento energético mais estável estão a transformar as estratégias de aquisição de energia das empresas.
Queda global após uma década de crescimento
Apesar do peso das gigantes tecnológicas, o mercado global de PPA registou em 2025 a primeira queda em quase 10 anos. O volume total caiu cerca de 10% face ao ano anterior, refletindo preços de eletricidade mais voláteis, custos de projetos mais elevados e maior incerteza política em vários mercados.
A descida foi particularmente visível na Europa, Médio Oriente e África, onde os volumes caíram para cerca de 17GW. O aumento das horas com preços negativos da eletricidade está a reduzir a atratividade de projetos solares e eólicos isolados, levando muitas empresas a optar por soluções híbridas ou com armazenamento, destaca a análise.
Na região Ásia-Pacífico, a atividade também diminuiu, influenciada sobretudo por abrandamentos na Índia e na Coreia do Sul. Segundo a BloombergNEF, alguns mercados ainda estão numa fase inicial de adoção destes contratos e dependem de enquadramento regulatório favorável.
Os analistas indicam que o crescimento poderá regressar à medida que soluções de fornecimento de energia limpa mais estáveis, como projetos que combinam solar e armazenamento, se tornem mais competitivas e disponíveis em maior escala.
- Europa tem os edifícios mais antigos do mundo e precisa de acelerar a sua reabilitação
- França prevê pior colheita de milho em mais de 40 anos devido à seca e ao calor
- FAO alerta que calor e energia elevaram preços mundiais dos alimentos em julho
- Exposição da banca a setores que contribuem para as alterações climáticas mantém-se nos 62%
- Setúbal investe 490 mil euros em viaturas elétricas para recolha de biorresíduos
- Sobe para 79% taxa de execução do PRR com entrada de 2,3 mil ME