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REN com lucro de 36 milhões em trimestre com consumo recorde de eletricidade

Crescimento do lucro acompanha máximo histórico de consumo de eletricidade, com renováveis a garantirem 80% da procura e melhoria dos resultados operacionais.

07 Mai 2026 - 17:27

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Foto: REN

Foto: REN

A REN totalizou um lucro de 36,2 milhões de euros no primeiro trimestre do ano, refletindo um aumento de 21,8 milhões em relação ao período homólogo. O resultado acontece no trimestre em que o consumo de eletricidade atingiu os 14,6 TWh, o valor mais elevado de sempre para um primeiro trimestre, ultrapassando o anterior máximo, de 14.1 TWh registado em 2025, em 3,8%, ou 3,9% com correção de temperatura e dias úteis.

Segundo informa a Redes Energéticas Nacionais, no primeiro trimestre do ano, o EBITDA totalizou 143,2milhões de euros, registando um aumento de 14,3 milhões de euros face ao período homólogo de 2025, valor que reflete o desempenho positivo tanto na atividade doméstica (+13.1M€), assim como na atividade internacional (+1,2M€).

“O resultado líquido apresentou uma melhoria em comparação com o ano anterior”, refere a REN, acrescentando que tal reflete “a melhoria do EBITDA, bem como a diminuição da carga fiscal (-9,9M€), refletindo, apesar do aumento do resultado antes de impostos, a eliminação da CESE do gás (-10,0M€) e o reconhecimento de ganhos decorrentes de decisões favoráveis no processo legal da CESE de 2022 da Portgás (-4,1M€)”.

O CAPEX alcançou 44,2M€, o que representa um decréscimo de 33,8% face ao período homólogo, e as transferências para a RAB diminuíram para os 3,1M€ (-16,6M€ em termos homólogos). Este decréscimo é em parte consequência de atrasos que alguns projetos sofreram com as tempestades do início do ano.

Os custos operacionais foram de 29,3M€, um incremento de 4,2%, refletindo principalmente o aumento de custos com consultoria e serviços de terceiros (+0,4 M€) e custos de sistemas de IT (+0,4 M€). Este aumento reflete também o crescimento do número de colaboradores da empresa (+2% YoY, atingindo 772 colaboradores em março de 2026), impulsionado pelo reforço das áreas operacionais.

A dívida líquida situou-se em 2.390,8M€, representando um aumento 2,4% face ao primeiro trimestre de 2025. Excluindo o impacto dos desvios tarifários, a dívida teria aumentado 126,0M€, fixando-se nos 2.366,5M€. O custo médio da dívida diminuiu para 2,43%.

Renováveis abastecem 80% do consumo

A REN informa também que, no primeiro trimestre, a produção renovável abasteceu 80% do consumo, com a hidroelétrica a representar 38%, a eólica 32%, a fotovoltaica 6% e a biomassa 4%. A produção a gás natural não ultrapassou 16% do consumo, embora tenha siso impulsionada por restrições no sistema nacional na sequência dos efeitos da depressão Kristin, explica a entidade.

No segmento de gás mantém-se a tendência de aumento do consumo dos últimos meses, com uma variação homóloga, em março, de 10,3%. “Este valor resulta do crescimento verificado no segmento de produção de energia elétrica”, explica a REN.

O abastecimento do sistema nacional foi efetuado fundamentalmente a partir do terminal de GNL de Sines, com 97% do consumo nacional, com o movimento através da interligação com Espanha a não ultrapassar os restantes 3% do consumo.

De salientar ainda que, em fevereiro de 2026, agência de notação financeira Standard and Poor’s Ratings Services (S&P) subiu o rating de longo prazo da REN, de “BBB” (outlook estável) para “BBB+”, com o outlook estável. Ao mesmo tempo, a S&P reafirmou a classificação de crédito de curto prazo em ‘A-2’.

No primeiro trimestre de 2026, a REN viu o seu desempenho em sustentabilidade ser reconhecido com a integração no S&P Global Sustainability Yearbook 2026, posicionando‑se no Top 10% do setor e como Industry Mover, acrescenta.

 

 

 

 

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