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Renováveis em sistemas híbridos já batem combustíveis fósseis em custo

Relatório da IRENA mostra que combinação de solar, eólica e armazenamento em baterias garante energia contínua mais barata do que combustíveis fósseis e com forte queda de preços até 2035.

06 Mai 2026 - 17:17

4 min leitura

Foto: Siemens

Foto: Siemens

As energias renováveis combinadas com sistemas de armazenamento em baterias estão a afirmar-se como uma alternativa mais competitiva do que os combustíveis fósseis, tanto em custo como em fiabilidade, segundo um novo relatório da Agência Internacional de Energia Renovável (IRENA).

O estudo destaca que os sistemas híbridos, que integram energia solar, eólica e armazenamento, já conseguem fornecer eletricidade de forma contínua e estável a preços inferiores aos de novas centrais a carvão e gás em vários mercados.

Em regiões com elevado potencial solar e eólico, o custo da eletricidade gerada por estas soluções situa-se entre 54 e 82 dólares por MWh, comparando com 70–85 dólares/MWh de novas centrais a carvão na China e mais de 100 dólares/MWh de novas centrais a gás a nível global.

A análise da IRENA mostra que os custos têm vindo a cair rapidamente, impulsionados pela redução dos custos da energia solar fotovoltaica, da energia eólica e das baterias. Desde 2010, a energia solar fotovoltaica registou uma queda de 87%, a eólica terrestre desceu 55% e o armazenamento em baterias reduziu-se em 93%.

“A energia renovável 24/7 já é competitiva em termos de custo face aos combustíveis fósseis. O argumento de que as renováveis não são fiáveis deixou de se verificar. Hoje, conseguem fornecer energia contínua e segura”, sublinha o diretor-geral da IRENA, Francesco La Camera.

Com os mercados de petróleo e gás expostos a choques geopolíticos, incluindo as perturbações no Estreito de Ormuz, La Camera acrescenta que “a vantagem das renováveis é não só económica, mas também estratégica, reforçando a resiliência, estabilidade e segurança energética”.

Os prazos de construção também têm vindo a diminuir, com projetos normalmente concluídos entre 1 a 2 anos após o licenciamento e a ligação à rede, mais rapidamente do que as alternativas a gás na maioria dos mercados.

A evolução tecnológica, a escala industrial e a integração das cadeias de fornecimento deverão continuar a reduzir os custos nas três áreas, com impactos significativos nos sistemas híbridos.

Estão previstas reduções adicionais de custos de cerca de 30% até 2030 e 40% até 2035, podendo os custos baixar para menos de 50 dólares por MWh.

O complexo Al Dhafra, nos Emirados Árabes Unidos, ilustra esta tendência, ao combinar solar e baterias para fornecer 1 gigawatt de energia contínua a cerca de 70 dólares por MWh.

Também a energia eólica com armazenamento está a tornar-se mais competitiva, com custos entre 59 dólares por MWh na Mongólia Interior e 88 a 94 dólares no Brasil, Alemanha e Austrália em 2025, devendo descer para 49 a 75 dólares por MWh até 2030.

Chamado a comentar o relatório, António Guterres, secretário-geral das Nações Unidas, salienta que “a pior crise energética das últimas décadas revelou o verdadeiro custo da dependência dos combustíveis fósseis. Mas agora é possível seguir outro caminho. As energias renováveis estão a tornar-se cada vez mais a opção mais acessível, fiável e segura. Temos de acelerar a transição, investir em infraestruturas energéticas e reforçar a cooperação internacional para levar energia limpa e produzida localmente a pessoas em todo o mundo”.

 

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