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Captura direta de carbono perde para energias renováveis em eficiência de custos
Investigação nos EUA conclui que investimento em solar e eólica gera mais benefícios climáticos e de saúde do que tecnologias de captura direta de ar.
06 Mai 2026 - 16:27
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Foto: Freepik
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Um novo estudo publicado na revista ‘Communications Sustainability’ conclui que as energias solar e eólica são significativamente mais eficientes do que a captura direta de ar (DAC, na sigla em inglês) na redução de emissões de carbono e na melhoria da qualidade do ar, quando analisadas em termos de custo-benefício.
A investigação, conduzida por especialistas da PSE Healthy Energy em colaboração com a Escola de Saúde Pública da Boston University e a Escola de Saúde Pública Harvard T.H. Chan, avaliou o impacto de diferentes tecnologias de descarbonização nos Estados Unidos entre 2020 e 2050.
Segundo os resultados, o investimento em energia renovável gera, em praticamente todas as regiões analisadas, mais benefícios climáticos e de saúde pública por dólar investido do que a captura direta de carbono. A conclusão mantém-se mesmo em cenários tecnológicos otimistas para a DAC, que pressupõem reduções significativas nos custos e no consumo energético da tecnologia.
Os investigadores compararam cenários de investimento equivalentes em solar, eólica e DAC em 22 regiões da rede elétrica norte-americana. Mesmo nas projeções mais favoráveis à captura direta de carbono, as energias renováveis apresentaram ganhos superiores em termos de redução de emissões e de impactos positivos na saúde pública.
No cenário atual de desempenho comercial da DAC, o estudo indica ainda que a tecnologia pode gerar mais emissões e poluição associada do que aquela que consegue compensar, devido à dependência de redes elétricas ainda parcialmente alimentadas por combustíveis fósseis.
“Ser carbono negativo não é suficiente para justificar o investimento na captura direta de ar quando comparada com alternativas renováveis”, afirma o investigador principal, Yannai Kashtan, da PSE Healthy Energy.
O estudo acrescenta que a análise deve ir além da neutralidade carbónica e considerar o custo de oportunidade dos investimentos públicos e privados na transição energética. Segundo os autores, cada dólar aplicado em solar ou eólica gera maior retorno ambiental e sanitário do que na captura direta de carbono.
Apesar das conclusões, os investigadores sublinham que a DAC poderá ter um papel complementar no futuro, sobretudo na remoção de emissões residuais após a descarbonização do sistema energético.
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