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Nigéria integra o Conselho Mundial de Energia
O maior produtor de energia de África está a dar passos concretos para trazer o continente africano para a mesa das negociações da governação energética mundial. Recentemente integrou também a Agência Internacional de Energia.
11 Ago 2026 - 16:26
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A Nigéria, principal produtor de energia de África, continua o seu caminho para integrar a governação energética mundial. Um mês depois de integrar a Agência Internacional de Energia (AIE) como país associado, no início de julho, o país junta-se como membro ao Conselho Mundial de Energia (CME), a organização internacional que promove o abastecimento e utilização sustentáveis da energia.
Segundo o CME, a integração da Nigéria destaca o “papel fundamental” da Nigéria na promoção da segurança energética e climática global em toda a África. “Sendo uma das economias mais dinâmicas e diversificadas de África, os líderes nigerianos do setor energético trazem conhecimentos especializados essenciais e perspetivas importantes para a agenda do Conselho Mundial de Energia, que visa humanizar o impacto da energia”, destaca o Conselho em comunicado.
A organização mundial destaca também que o país tem um elevado mix energético, políticas inovadoras, financiamento e reformas estruturais destinadas a concretizar os seus planos de transição energética, demonstrando “o seu papel de protagonista na definição do futuro dos sistemas energéticos globais”.
Angela Wilkinson, diretora executiva do CME, descreve que a Nigéria está a assumir a posição de líder num continente que “está a escrever o seu futuro energético transformador, combinando recursos abundantes, talento empreendedor e uma cooperação regional crescente de formas inovadoras”.
Segundo a AIE, a Nigéria é uma das maiores economias de África, um grande produtor de petróleo e gás natural e um dos mercados de energias renováveis mais dinâmicos do continente. Ao mesmo tempo, enfrenta desafios energéticos significativos, incluindo a necessidade de expandir o acesso a energia fiável e acessível para milhões de pessoas que ainda não dispõem de eletricidade nem de soluções de cozinha limpa, sustenta a AIE.
Na altura da entrada do país na agência internacional m no início de julho, Fatih Birol, presidente executivo da AIE, referiu que “a entrada da Nigéria na autoridade energética mundial marca um marco na governação energética global”.
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